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Privatização da Cemig pode levar até 6 meses na assembleia, diz CEO

Economia|Do R7

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NOVA YORK (Reuters) - A aprovação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais à privatização da elétrica Cemig pode levar "no máximo" seis meses, disse nesta terça-feira o presidente da empresa, Cledorvino Belini.

Belini, que falou na Bolsa de Valores de Nova York antes de tocar a campainha de fechamento, disse não haver um prazo específico, uma vez que o governo envie o plano ao legislativo estadual.

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Mas ele acrescentou que o Estado precisaria de meio ano para convencer os deputados sobre a venda da fatia controladora na companhia.

"Em minha visão, o tempo necessário para isso ocorrer seria no máximo de seis meses", afirmou Belini, ponderando que o Estado precisa de tempo para negociar e estabelecer a necessidade de privatização da companhia.

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No início deste mês, o executivo já havia dito que a aprovação poderia acontecer até o final de 2019.

Analistas disseram que um resultado positivo ao esforço do governador mineiro, Romeu Zema, para privatir a Cemig está longe de ser algo trivial, dado que seria necessária a aprovação por três quintos da Assembleia Legislativa ou a realização de um referendo popular.

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Zema deve enviar o projeto à Assembleia Legislativa em breve, segundo o diretor financeiro da Cemig, Maurício Fernandes, que preferiu não especificar uma data.

Fernandes também disse que a Cemig está mantendo suas opções financeiras abertas tanto nos mercados locais quanto nos estrangeiros, enquanto procura comprar dívidas mais antigas.

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"É mais barato operar (no Brasil) do que fora, mas ao mesmo tempo mantemos ambas as opções, pois também reconhecemos a importância do mercado aqui (em Nova York)", afirmou.

Ele disse que parte das receitas obtidas com a venda da fatia da Cemig na elétrica Light está sendo utilizada para a aquisição de títulos no mercado secundário.

"Não temos apenas um caminho para seguir. Temos as opções de talvez recomprar e ao mesmo tempo lançar um novo título, dando aos investidores a opção de troca", completou o executivo.

(Reportagem de Rodrigo Campos, com reportagem adicional de Luciano Costa em São Paulo)

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