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Processadoras de carne do Brasil querem manter produção e segurança alimentar, diz ABPA

Economia|Do R7

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SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil continuará desempenhando um papel-chave para garantir a segurança alimentar diante dos isolamentos ("lockdowns") generalizados que visam conter a propagação do novo coronavírus, disse nesta quinta-feira um executivo do setor.

Francisco Turra, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), afirmou que os governos ainda estão aprendendo a lidar com a crise sanitária, e que adaptações aos "lockdowns" relacionados ao coronavírus são inevitáveis.

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A ABPA, que possui entre os membros empresas como BRF e JBS, apoia que sejam limitadas as restrições à circulação de produtos e pessoas, uma vez que elas geram potenciais disrupções à cadeia de oferta, disse ele.

"Nossas empresas estão andando bem, quase que normalmente", afirmou Turra via telefone. O grupo de companhias associadas agiu para convencer governadores a aliviar as medidas de quarentena, que a ABPA considera "excessivas".

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"A indústria de alimentos não pode parar", disse Turra.

Ele citou restrições em Santa Catarina, grande produtora e exportadora de carnes suína e de aves, que foram removidas, mas assustaram a cadeia de oferta de alimentos local.

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Mais recentemente, disse Turra, caminhoneiros envolvidos no transporte de insumos relataram problemas para encontrar locais para refeições. Para lidar com isso, os membros da ABPA começaram a fornecer o alimento. Segundo ele, os motoristas chegaram a encontrar pessoas que ofereciam refeições no meio do caminho, o que Turra classificou como "ato de solidariedade".

Nas fábricas em si, a ABPA disse que seus membros estão tomando precauções para proteger os trabalhadores. Isso inclui medir a temperatura dos funcionários e garantir que todos recebam um uniforme limpo diariamente --o que se tornou uma dificuldade após o fechamento de lavanderias em algumas cidades.

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Turra afirmou ainda que a ABPA mantém suas estimativas de produção e exportação, e que a perspectiva de mais contratações existe por causa da forte demanda da Ásia, onde doenças animais alavancam as importações de alimentos.

Mesmo assim, há obstáculos em meio à demanda firme por exportações.

"Está faltando contêiner", afirmou Turra.

(Por Ana Mano)

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