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Procura de consumidor por crédito tem nova queda em fevereiro, diz Serasa

Economia|Do R7

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A procura dos brasileiros por crédito segue em trajetória descendente. O número de consumidores que buscaram crédito em fevereiro teve retração de 10,7% em relação a janeiro. A despeito de no segundo mês de 2014 ter ocorrido alta de 0,9%, foi o menor resultado interanual dos últimos sete meses, de acordo com o Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito, divulgado nesta terça-feira, 10. No acumulado do primeiro bimestre deste ano, houve aumento na procura por crédito por pessoa física, de 1,5%, ante igual período de 2014.

A desconfiança dos consumidores em relação à economia e às altas taxas de juros continuam limitando a busca por crédito, segundo os economistas da Serasa. As festividades de carnaval também diminuíram a demanda por empréstimo, escrevem, em nota, os profissionais. Isso porque a festa carnavalesca deste ano foi comemorada exatamente em fevereiro, enquanto em 2014 a folga foi em março.

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A redução na busca por crédito atingiu todas as regiões do País em fevereiro. De acordo com a Serasa, o maior declínio foi registrado no Centro-Oeste e no Nordeste, com quedas de 12,5% e 12,2%, respectivamente. No Sul e no Sudeste, pela ordem, as retrações foram de 10,5% e 10,1%. A menor taxa, de declínio de 8,3%, foi apurada na região Norte. Em relação ao primeiro bimestre, houve aumento na procura por crédito no Centro-Oeste (15,3%), Norte (6,0%), enquanto no Sudeste (-0,2%) e no Sul (-0,8%) as variações foram negativas.

Classes

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As quedas registradas na demanda por crédito no segundo mês de 2015 afetaram de maneira muito semelhante as classes de renda pesquisadas pela Serasa. Para os consumidores que recebem salários até R$ 500 mensais e entre R$ 500 e R$ 1.000 por mês, o recuo foi de 11%. Já os brasileiros que recebem entre R$ 1.000 e R$ 2.000 por mês, a busca por crédito caiu 10,5% e retração de 10,3% para os que recebem entre R$ 2.000 e R$ 5.000 mensais. Já para os que ganham entre R$ 5.000 e R$ 10.000 por mês, houve declínio de 10,0% e baixa de 10,2% para os que têm rendimentos mensais acima de R$ 10.000.

Em relação ao dois primeiros meses de 2015, a maior retração da demanda por crédito foi registrada nas classes de renda com até R$ 500 por mês, com declínio de 18,2%. Também houve queda para os consumidores que recebem entre R$ 5.000 e R$ 10.000 por mês, de 3,8%, e para os que recebem mais de R$ 10.000 mensais, de retração de 3,3%. Já os demais trabalhadores com rendimentos mensais registraram expansões em suas buscas por crédito no primeiro bimestre deste ano, com alta de 8,0% para consumidores com renda mensal entre R$ 1.000 e R$ 2.000; de 1,9% para aqueles que ganham entre R$ 2.000 e R$ 5.000 mensais; e de 1,6% para a faixa de renda mensal compreendida entre R$ 500 e R$ 1.000.

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