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Produção da indústria reage em maio, mas acumula perdas em 2015

Pesquisa do IBGE indica que atividade do setor aumentou em nove dos 14 locais pesquisados

Economia|Do R7

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IBGE: Indústria acumula perda de quase 7% na produção em 2015
IBGE: Indústria acumula perda de quase 7% na produção em 2015

A produção industrial mensal de maio indicou uma reação: nove dos 14 locais pesquisados no País tiveram alta em maio. No entanto, quando se considera o acumulado de 2015, o resultado é negativo: encolhimento de 6,9% no setor. Os dados constam da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (10).

O resultado positivo de maio foi puxado pelo incremento da atividade industrial no Ceará, onde houve alta de 3,6%; no Amazonas, com aumento de 2,6%; em Pernambuco, com melhora de 1,4%; em Minas Gerais (1,3%).


O IBGE sublinhou que, com esses resultados, a indústria cearense "eliminou parte do recuo de 10,1% observado no período de março-abril" e "o Amazonas recuperou parte da queda de 4,8% registrada em abril".

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No caso de Pernambuco, houve uma pausa na série de três taxas negativas mensais consecutivas, quando a indústria do Estado perdeu 9% do seu tamanho. No caso de Minas Gerais, ocorreu uma recuperação das perdas de 5,8% entre fevereiro e abril.

Maio 2014 x maio 2015


Quando se comparam os meses de maio de 2014 e de 2015, a indústria teve redução de 8,8%, com resultados negativos em 13 dos 15 locais pesquisados. O instituto destaca, porém, que "maio de 2015 (20 dias) teve um dia útil a menos do que igual mês do ano anterior (21)".

As reduções mais fortes em maio ocorreram no Ceará (-13,9%), São Paulo (-13,7%), Amazonas (-13,7%) e Rio Grande do Sul (-13,3%). Na indústria cearense, a vilã foi a fabricação dos setores de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (tênis de material sintético moldado e calçados de plástico moldado feminino), produtos têxteis (tecidos e fios de algodão) e bebidas (cervejas, chope, aguardente de cana-de-açúcar e refrigerantes).


Em São Paulo, houve diminuição do ritmo de produção de produtos alimentícios (açúcar cristal), veículos automotores, reboques e carrocerias (automóveis, caminhões e autopeças), máquinas e equipamentos (máquinas para o setor de celulose, motoniveladores, válvulas, torneiras e registros, carregadoras-transportadoras e compactadores e rolos ou cilindros compressores) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (telefones celulares, computadores e monitores de vídeos).

Já no Amazonas, os vilões foram os segmentos de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (televisores e telefones celulares) e outros equipamentos de transporte (motocicletas e suas peças).

Por fim, no Rio Grande do Sul, houve fortes quedas na produção de veículos automotores, reboques e carrocerias (automóveis e reboques e semirreboques) e máquinas e equipamentos (tratores agrícolas, aparelhos elevadores ou transportadores para mercadorias e silos metálicos para cereais), no Rio Grande do Sul. 

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