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Produção de veículos cai e arrasta a cadeia de fornecedores

Economia|Do R7

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A atividade de veículos prejudicou o resultado da indústria brasileira em 2014 não apenas por ter reduzido a sua própria produção, mas também pelo encadeamento que possui com outras atividades fornecedoras de insumos, segundo André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ano, 90% dos produtos da atividade de veículos tiveram sua fabricação reduzida, o que resultou numa retração de 16,8% na atividade, de acordo com os dados da Pesquisa Industrial Mensal.

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"A atividade de veículos tem um peso bastante significativo dentro do setor industrial, mas também pelo encadeamento que ela tem com outras atividades. Ela pesa entre 10% e 11% na indústria. Mas se buscar as interações que ela tem com outras atividades, esse peso é muito maior", ressaltou Macedo.

Entre os segmentos que fornecem produtos para a indústria automotiva estão borracha e plástico, metalurgia, máquinas e materiais elétricos, outros produtos químicos, entre outros.

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A menor produção de caminhões afetou o resultado da categoria de bens de capital, que fechou o ano com queda de 9,6%. Já a redução na fabricação de automóveis prejudicou a categoria de bens de consumo duráveis, que caiu 9,2% no período, o pior resultado da série histórica da pesquisa, cuja série anual começou em 2003.

Macedo lembra que o ano nas linhas de montagem foi marcado por paradas na produção, menores jornadas de trabalho, demissões e trabalhadores em regimes de lay-off, num esforço para redução de estoques.

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"Esse movimento (de queda) de veículos é algo constante ao longo de 2014, que ocorre com velocidade maior a partir do segundo semestre", apontou o pesquisador do IBGE.

Outros fatores que prejudicaram o setor foram as menores importações para parceiros comerciais importantes, sobretudo a Argentina, além da redução da demanda doméstica, a maior restrição e o encarecimento do crédito, e o elevado endividamento das famílias. "Esses fatores explicam muito esse comportamento de queda ao longo de 2014", explicou Macedo.

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Já a menor produção de caminhões tem relação com o baixo nível de confiança dos empresários. "A reboque, a parte de autopeças acaba caindo junto com a produção dos bens finais dessa atividade", completou ele.

Em 2013, a atividade de veículos tinha registrado crescimento de 9,6%.

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