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Produtividade é o maior desafio do Brasil, avalia BTG

Economia|Do R7

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O desafio do Brasil não é a inflação ou a conta corrente, mas a produtividade, na opinião do presidente do BTG Pactual, André Esteves. "É muito caro produzir no Brasil. É muito difícil e complexo fazer negócios no Brasil. Essa é a agenda para o próximo governo", afirmou ele, durante debate no LAC Global Summit, organizado pelo BID e pela Prefeitura de São Paulo.

Esteves destacou a necessidade de se falar menos de inflação, câmbio, juros e contas externas e focar o debate na produtividade. Para ele, o País "sabe a receita, o que precisa ser feito e o que não deve ser feito". "A melhora da produtividade no Brasil passa pelo sistema tributário. O Brasil tem uma coleta fiscal em torno de 37% do PIB que é incompatível com uma economia com o estágio de desenvolvimento do País", afirmou.

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Sobre a infraestrutura, Esteves disse que é uma agenda do País e que "estamos caminhando". Ele comentou ainda sobre o desafio da educação no longo prazo.

No mundo

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O presidente do BTG Pactual traçou um cenário mais otimista para a economia global do que o esperado por alguns economistas ao redor do mundo. Na visão dele, a economia norte-americana se recupera, a Europa conseguiu superar aquele que foi, aparentemente, o momento mais delicado para o futuro do bloco e do euro e a China faz um movimento de desaceleração já esperado. Por isso, o cenário para os próximos anos é mais favorável do que os atuais indicadores podem sugerir, o que abre espaço para que regiões como a América Latina atraia investimentos. "Temos um cenário benigno sobre qualquer aspecto ao longo dos próximos anos", destacou o executivo.

Após fazer breves comentários sobre Estados Unidos e Europa, Esteves destacou o momento particular pelo qual passa a economia chinesa. "A China tem nos surpreendido com sua capacidade de navegar bem por desafios e tem sido ao longo das últimas décadas o grande motor do crescimento. Não podemos imaginar nada de muito diferente do que estamos vendo", destacou Esteves. "A desaceleração deliberada tem sido feita até agora de forma bastante ordenada", complementou.

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Esse cenário abre possibilidades para a atração de investimentos em diversas regiões do mundo, incluindo a América Latina. "É um momento de oportunidade de poder avançar questões estruturais e oferecer opções de investimento para capital que está ansiosamente em busca de oportunidades no mundo", destacou.

A análise foi compartilhada pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho. "Vemos um cenário bom (para a América Latina), mas também desafiador porque os preços das commodities não ajudarão tanto. A América Latina precisará encontrar forças para se desenvolver", disse.

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Para tanto, Coutinho acredita que a região precisará dar andamento ao movimento de inclusão social, assim como apostar em investimentos nas áreas de infraestrutura e energia.

Além disso, os países precisam estar atentos à importância da inovação para o crescimento da região, tema no qual Coutinho teve o apoio do presidente da AES, Andres Gluski. O executivo destaca que a China não conseguirá manter o ritmo de crescimento, por isso não manterá a mesma taxa de expansão de consumo de commodities exportadas a partir da América Latina.

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