Logo R7.com
RecordPlus

Projeções para o PIB começam a ter leve melhora 

Relatório do BNP chega estimar crescimento de 2% da economia em 2017

Economia|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Apesar do otimismo, 2016 ainda será de retração na economia
Apesar do otimismo, 2016 ainda será de retração na economia

A perspectiva de mudança na Presidência da República está levando a uma leve melhora nas projeções para a economia. Parte dos bancos e consultorias já começou a revisar os números de 2017 e apostando num crescimento mais forte do Produto Interno Bruto (PIB). Se as expectativas se confirmarem ao longo dos próximos meses, o Brasil poderá enfim superar dois anos seguidos de recessão.

Na quinta-feira (5), relatórios divulgados por bancos e consultorias deram o tom dessa possível melhora. O Itaú elevou a previsão do PIB de 2017 de 0,3% para 1,0%. Para compor o quadro mais otimista, o banco apontou um esforço maior para a realização do ajuste fiscal e também a redução dos estoques na indústria. Já o BNP elevou a estimativa para o desempenho da economia de estabilidade para uma alta de 2,0%.


"A combinação de uma política fiscal e monetária mais saudável pode impulsionar o sentimento do mercado e estimular a confiança local, abrindo o caminho para uma recuperação do crescimento", informou o relatório do BNP assinado pelo economista-chefe do banco, Marcelo Carvalho.

Os números mais positivos para o ano que vem ainda não indicam, porém, que a economia chegou ao fundo do poço. Segundo bancos e consultorias, o PIB dos próximos trimestres ainda deve recuar. Para 2016, a previsão é que a economia brasileira recue perto de 4,0% - será um resultado bastante parecido com o do ano passado, quando a economia brasileira caiu 3,8%.


Inflação fica em 0,61% para o mês de abril. No ano, o IPCA acumulou 3,25%

Governo


A melhora das projeções para 2017 tem como pano de fundo a grande probabilidade de o vice-presidente, Michel Temer (PMDB), assumir a Presidência da República caso o processo de impeachment avance no Senado na semana que vem e a presidente Dilma Rousseff seja afastada do cargo.

Na leitura do mercado, a equipe econômica apontada para um eventual governo Temer teria mais capacidade e apoio político para endereçar alguns pontos considerados importantes para o ajuste fiscal, como a reforma da Previdência, o que poderia ajudar na recuperação da confiança.


A Tendências, por exemplo, trabalha desde março - quando o cenário base da consultoria passou a ser o da saída de Dilma - com um crescimento de 1,2% para o ano que vem. Antes, a projeção era de estabilidade para o PIB. "A mudança de governo pode significar a possibilidade de Temer trazer uma equipe econômica mais forte e com credibilidade, além de conseguir um apoio político maior", diz Alessandra Ribeiro, economista e sócia da Tendências.

Na avaliação de Alessandra, um eventual governo Temer pode destravar o programa de concessões, o que colaboraria para a retomada do investimento, além de ter a ajuda do setor externo diante da melhora da balança comercial. "O investimento vai estar muito ligado à recuperação de confiança."

A MB Associados ainda trabalha com expectativa de um crescimento de 0,6%, mas o viés é de alta. "Se a Dilma continuar no governo haverá uma queda do PIB de 2,5% ano que vem. É um ganho de três pontos porcentuais, pelo menos, que teremos em relação ao que seria com o atual governo", diz Sergio Vale, economista-chefe da MB.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.