Projeto de biocombustível de dendê causou prejuízo à Petrobras

Segundo uma investigação que envolveu jornalistas do mundo inteiro, o negócio foi feito entre a empresa brasileira e a petrolífera portuguesa 

Projeto era uma joint venture entre Galp (Portugal) e Petrobras (Brasil)

Projeto era uma joint venture entre Galp (Portugal) e Petrobras (Brasil)

REUTERS/Sergio Moraes/22.10.2019

A Petrobras entrou em um projeto em 2007 para produzir biocombustível a partir do dendê, no interior do Pará. Foram milhões de reais investidos, mas o projeto nunca produziu nenhum litro de óleo e ainda causou prejuízos financeiros aos produtores da palma. Em 2019, a Petrobras vendeu sua parte no negócio por um valor irrisório. 

Em entrevista ao JRNews da Record News, o jornalista Allan de Abreu, que investigou o caso em conjunto com jornais do mundo todo, conta como foi feito o negócio desde o príncipio até o fim, quando a Petrobras decidiu vender sua parte por R$ 24 milhões, ou seja, 11% do valor, o qual a empresa era dona, no valor de R$ 221,7 milhões.

O negócio envolve a empresária Isabel dos Santos, a mulher mais rica da Angola, que desde 2005 tem uma parcela de 6% da Galp, e o banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity. O segundo personagem ingressa no negócio em 2016 para investir na empresa de processamento do dendê.

Assista à ìntegra da entrevista