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Projeto sobre barragens de mineração afeta competitividade e traz riscos, diz Ibram

Economia|Do R7

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Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Um projeto de lei que visa elevar a segurança das barragens de mineração no Brasil poderá comprometer a competitividade de projetos e ainda traz riscos, caso não seja alterado, afirmou à Reuters o presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).

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O problema, de acordo com Flávio Penido, é que o texto --que pode ser votado ainda na terça-feira na Câmara dos Deputados-- define que, ao descaracterizar uma barragem, a companhia deve retirar o material depositado na estrutura, o que o instituto considera inviável tecnicamente.

O Ibram, que tem entre os associados empresas como a Vale e a Anglo American, defende que a remoção completa dos rejeitos minerais de barragens de mineração pode ainda significar maior risco à segurança e maiores impactos ambiental e social.

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O projeto de lei, elaborado após dois desastres com barragens em Minas Gerais, em 2015 e 2019, busca maior controle sobre as estruturas que armazenam rejeitos, endurece penas em caso de crimes ambientais que causem mortes e torna mais rígidas as regras de responsabilização civil e administrativa.

"É um diálogo, estamos procurando conversar com assessorias, com os próprios deputados. Nós queremos ter uma redação que atenda o que seja uma descaracterização", disse Penido, em uma conversa por telefone.

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"Nós não pretendemos fugir desse assunto, vamos descaracterizar, mas de uma forma possível, que seja segura do ponto de vista ambiental, operacional, de segurança das pessoas."

O presidente do Ibram destacou que as barragens tendem a se tornar estáveis e seus materiais consolidam com o tempo. Removê-los, segundo ele, significaria adicionar risco de segurança geotécnica.

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O recomendável, para o Ibram, são soluções específicas para cada barragem, de acordo com as suas características.

Em uma descaracterização, atualmente, são avaliadas a estabilização de longo prazo, com monitoramento, a remoção de estruturas associadas, a gestão de fluxos d’água naturais, dentre outras questões.

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BUSCA POR INVESTIMENTOS

Penido também comentou assinatura nesta segunda-feira de um Memorando de Entendimento (MOU) entre Ibram e bolsas canadenses, que busca abrir perspectivas para a expansão da pesquisa geológica, exploração e desenvolvimento de projetos de mineração no Brasil, por meio de troca de experiências com o Canadá.

Um dos pontos seria estimular que pequenas empresas brasileiras busquem abrir capital para atrair recursos para atividades no Brasil.

O Ibram e as bolsas também definiram que organizarão uma agenda conjunta para promover a mineração brasileira, como conferências de investidores destinadas a atrair investimentos canadenses.

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(Por Marta Nogueira)

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