Próximo presidente vai precisar de um ‘plano crível’ para a dívida pública, afirma especialista
Contas de agosto registraram déficit de R$ 10 bilhões, segundo Banco Central
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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O Brasil registrou um déficit de R$ 10 bilhões no setor público consolidado, que soma União, estados, municípios e empresas públicas, no mês de agosto. As informações foram divulgadas pelo BC (Banco Central) nesta quarta-feira (30). O resultado é a diferença entre as receitas e despesas, desconsiderando os juros da dívida pública. O endividamento bruto do país atingiu no mês passado 82,9% do PIB (Produto Interno Bruto), o que representa R$ 11,1 trilhões.
Gustavo Trotta, especialista em mercado financeiro, em entrevista ao Conexão Record News desta quarta, afirma que, com a taxa de juros na casa dos 13,75% ao ano, a dívida do governo, que está atrelada à Selic, cresce muito rápido, aproximadamente R$ 3 bilhões por dia.
“Esse impacto com o juro alto nos traz uma certa preocupação. Só que aí entra justamente o cabo de guerra que a gente vem vivendo no nosso país nesse momento. A gente tem uma política monetária mais restritiva. Na outra ponta, o que o Banco Central espera é justamente que exista uma política fiscal de maior austeridade, um plano crível para que, de fato, o juro possa cair com mais celeridade.”
Trotta também lembra que, no contexto eleitoral, o candidato eleito vai herdar um orçamento restritivo, juros altos e dívida de 83% do PIB para o próximo ano, necessitando de um plano estruturado para lidar com os problemas econômicos. Ele também pontua que o problema principal não está nas receitas, visto que as contas continuam no vermelho mesmo com aumento da arrecadação.
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