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Qualicorp aposta em co-participação para reter clientes e aumentar base em 2015

Economia|Do R7

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Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - Convencer um cliente de plano de saúde a migrar de um modelo totalmente coberto pela mensalidade por outro em que paga parte dos custos com consultas e exames não parece algo promissor, especialmente se a operadora quer aumentar o número de clientes.

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Mas é exatamente nisso que está apostando a Qualicorp para não somente reter, como ampliar sua base de clientes, tudo isso num ano em que a economia brasileira se aproxima cada vez mais de uma recessão.

"Vamos tentar mostrar para os clientes que isso é um bom negócio", disse nesta terça-feira à Reuters o diretor de relações com investidores da companhia, Wilson Olivieri, durante o Brazil Investment Fórum, evento do Bradesco BBI.

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Antes, durante apresentação a investidores, Olivieri previu que a companhia terá neste ano um aumento líquido de 90 mil "vidas", termo como as seguradoras chamam seus clientes.

De acordo com o executivo, a empresa está preparada para um maior número de pedidos de desligamento de planos por parte de clientes individuais, devido ao panorama econômico mais adverso, com aumento dos índices de desemprego.

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Segundo Olivieri, a oferta de co-participação será um meio de reter clientes, já que esse tipo de plano tem uma mensalidade menor. Aceitando a migração, os usuários tenderiam a usar serviços como consultas e exames com menos intensidade.

Para a operadora, essa migração teria dois impactos positivos, explicou o executivo. Primeiro, a queda na sinistralidade, que é como as seguradoras chamam as despesas acima de um determinado nível esperado para atender clientes.

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A co-participação é um instrumento cada vez mais usado nos planos corporativos como meio de reduzir os gastos das empresas com os planos de saúde dos funcionários.

Segundo Olivieri, essa é uma tendência crescente também nos planos individuais nos Estados Unidos e a aposta da Qualicorp é que isso também aconteça aqui.

A expectativa da companhia é que, se isso acontecer, ela também se beneficie da redução das despesas pagas por serviços não prestados por clínicas e hospitais.

A lógica nesse caso é evitar que o mau uso das chamadas pré-autorizações, formulários que os clientes de planos de saúde assinam ao dar entrada num hospital, mas que nem sempre são efetivamente usados.

"Se esses serviços são cobrados, o paciente nem fica sabendo", explicou Olivieri. "Se ele sabe, lógico que vai reclamar, porque vai pagar parte disso". "A ideia é ter o beneficiário como parceiro para ajudar a reduzir custos."

A meta da Qualicorp para 2015 é conseguir reajustar os preços de seus planos em 17 por cento, em média, mesmo nível que aplicou no ano passado.

Com a combinação de aumento de receitas e queda nos custos, a empresa prevê um ganho na margem líquida em relação a 2014.

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