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Queda nas exportações deve reduzir participação do agronegócio na balança comercial

A produção esperada, no entanto, é de safra recorde superior a 200 milhões de toneladas

Economia|Do R7

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Para a entidade a soja será o produto que terá melhor desempenho na próxima safra com um total de 95 milhões de toneladas
Para a entidade a soja será o produto que terá melhor desempenho na próxima safra com um total de 95 milhões de toneladas

A SNA (Sociedade Nacional da Agricultura) prevê que a contribuição do agronegócio para a balança comercial brasileira, apesar da expectativa de safra recorde superior a 200 milhões de toneladas no período 2014/2015, deverá cair em torno de 3% em 2015, em relação a 2014. O motivo é a queda das exportações.

“Existem indicações de queda ou estagnação das exportações do setor, com retração dos preços médios dos produtos exportados. A equação pressupõe, ainda, que a produção brasileira de grãos seguirá a trajetória antecipada pelos primeiros levantamentos de safra”, ressalta a SNA.

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As projeções indicam que o valor das exportações do setor deve cair em torno de 3%, na comparação com 2014, para algo em redor de US$ 99.03 bilhões, quase 1% abaixo do resultado anterior, quando o agronegócio exportou US$ 99.96 bilhões. “Provavelmente, teremos um pouco menos de exportações de soja e milho, em receita, e um pouco mais de carnes e café”, avalia o diretor da SNA, Hélio Sirimarco.

Para a entidade a soja será o produto que terá melhor desempenho na próxima safra com um total de 95 milhões de toneladas, o que significa um crescimento de 10% em relação à safra anterior, explica Sirimarco. “Podemos esperar um novo recorde de exportação, com algo próximo a 63,2 milhões de toneladas, das quais a soja em grão responderá por 48 milhões de toneladas, contra 46 milhões esperados para 2014", segundo previsão da Abiove (Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais).

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Também para as carnes, as perspectivas permanecem positivas, o que não deverá ocorrer em relação a celulose, ante a expectativa de excedente de oferta, principalmente diante do baixo desempenho econômico e financeiro da economia europeia.

A SNA espera bom desempenho no volume de exportação da carne bovina, principalmente diante de problemas de oferta pelos principais concorrentes brasileiros, afetados por questões sanitárias e dificuldades climáticas.

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Frangos

Para o setor avícola, a Associação Brasileira de Proteína Animal (Abpa) acredita numa expansão entre 3% e 4% nos volumes exportados em 2015. “Será um ano positivo, mas não como em 2014”, prevê o diretor da SNA. Ele acrescenta que o desempenho das exportações do setor poderá ser potencializado pela crescente demanda por material genético produzido no país e pela multiplicação de episódios de gripe aviária.

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Algodão

O algodão e o milho são produtos que sofrerão queda na produção, por causa da redução na área plantada, como explicou o presidente da SNA, Antonio Alvarenga. “Os produtores reduziram a área plantada em consequência da queda nas cotações internacionais desses produtos, o que significa menor rentabilidade para o produtor”.

Quanto a safra de café, Alvarenga antecipa uma significativa queda de produção, em decorrência do longo período de estiagem em 2014. “Em algumas regiões, a redução pode atingir 20% em relação ao ano anterior”, ressalta. Já a cana de açúcar deve sofrer uma redução 4% em relação ao ano anterior, tendo em vista a estiagem e a grave crise que o setor atravessa”.

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