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Reação do Congresso tem sido 'bastante positiva', diz Levy

Economia|Do R7

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O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse nesta sexta-feira, 27, que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deu apoio público às medidas fiscais propostas pela equipe econômica do governo. "Como foi reproduzido na imprensa, o presidente da Câmara foi muito enfático em dizer que não se apoiar um ajuste fiscal seria um desastre", afirmou, após ser questionado sobre a reação do Congresso às propostas.

Segundo ele, a resposta tem sido "bastante positiva". "Nós vamos fazer o ajuste necessário com o mínimo desgaste possível, inclusive distribuindo as medidas por diversos setores. Ainda há apoio ao PSI, mas aqueles subsídios bilionários foram reduzidos. Teve até o pequeno aumento da TJLP", disse o ministro para demonstrar que o Congresso ainda não se opôs mais fortemente às medidas tomadas. "O governo está cortando em si, estamos apostando na disciplina. Vamos gastar bem menos que em 2014", afirmou.

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Levy lembrou que o governo fez alguns aumentos de tributos e que corrigiu algumas distorções, além de disciplinar os benefícios sociais. "Estamos fazendo ajustes e diminuindo medidas anticíclicas. Tenho certeza que o setor empresarial vai descobrir novos caminhos, maneiras de continuar crescendo com menos transferências e menos renúncias", disse.

Grandes fortunas

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O ministro avalia ainda que a taxação sobre grandes fortunas - uma proposta colocada por alas do PT como exigência para aprovar no Congresso Nacional o pacote de ajuste fiscal - não é eficiente do ponto de vista tributário para melhorar a arrecadação do governo. "A tributação estática que alguns países têm, o que se tem verificado, é que não é muito produtiva", disse. "Não arrecada muito e não tem muitas vantagens."

Levy observou que existem legislações estaduais com taxas "bastante reduzidas" sobre a transferências e doações de bens, mas que nesses casos não há impacto na arrecadação do Imposto de Renda. "Este é o caso de uma quase renda que não está sujeita ao Imposto de Renda", disse. "O principal instrumento é o de tributação da renda."

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