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Reajuste dos medicamentos fica abaixo da inflação, mas ainda pesa no bolso da terceira idade

Com média de quase 2,5%, correção nos valores pode ir até 3,81% para os produtos mais concorridos do setor

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Aumento no preço dos medicamentos chega a 3,81%, com uma média de 2,5% de correção.
  • Reajuste é inferior à inflação oficial, que foi de 4,26%, mas impacta a renda dos aposentados.
  • Idosos enfrentam dificuldades financeiras, pois remédios consomem uma grande parte de suas aposentadorias.
  • Conflito no Oriente Médio pode afetar o preço dos medicamentos devido à exportação de insumos pelo Irã.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Passa a valer nesta quarta-feira (1º) o reajuste no preço dos medicamentos em todo o país, com um aumento que pode chegar a 3,81% e uma correção média de quase 2,5%. Os novos valores seguem três níveis distribuídos da seguinte forma:

  • Até 3,81% será para remédios com maior concorrência no mercado;
  • Até 2,47% para os intermediários;
  • Teto máximo de 1,13% para os menos concorridos;
  • Exceção: medicamentos fitoterápicos, homeopáticos e alguns isentos de prescrição não entram no reajuste.
A imagem mostra um expositor de farmácia com várias prateleiras organizadas por categorias, exibindo caixas de medicamentos em diferentes cores e tamanhos. Na parte frontal, há divisórias de madeira clara contendo fileiras de caixas vermelhas, amarelas e roxas, todas alinhadas de forma padronizada. Ao fundo, vê‑se uma estante maior com mais produtos distribuídos por marca e tipo.
Apesar de reajuste ficar abaixo da inflação, somado a outros produtos, pesa no bolso da população Reprodução/Record News

Em entrevista ao Conexão Record News desta quarta, o economista Ricardo Buso cita que, apesar de essa correção ficar abaixo da inflação oficial, que foi de 4,26%, ela ainda pressiona muito a renda da população, principalmente dos mais velhos. Pelo fato de os idosos não possuírem formas de rendas extras em sua aposentadoria, os remédios, somados a outros insumos, ocupam uma grande parcela de suas rendas.


Outro ponto de destaque é a guerra no Oriente Médio, que pode interferir no preço dos fármacos, uma vez que o Irã é um dos exportadores de insumos dessa indústria no mundo e os impactos do conflito podem interferir nessa lógica.

“E ainda tem uma questão bem delicada, que pode sempre ser ameaçadora, que o Irã é um exportador de insumos da indústria farmacêutica também. Até isso pode influenciar futuramente. Mas, do ponto de vista da capacidade de consumo, aquela camada da população que mais precisa de medicamentos geralmente é a que menos pode suportar uma alta dessa”, finaliza.

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