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Real desvalorizado abre espaço para produtos brasileiros, diz ministro

Para ele, novo cenário vai permitir aumento nas vendas para exterior com maior competitividade

Economia|Da Agência Brasil

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Segundo o ministro, desvalorização do real abriu espaço para as exportações
Segundo o ministro, desvalorização do real abriu espaço para as exportações

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, disse neste domingo (12) que a desvalorização do real frente ao dólar abriu espaço para as exportações brasileiras. Segundo o ministro, isso já é sentido no mercado.

— Nós já estamos detectando, firmemente, não apenas no resultado da balança comercial, mas nós estamos medindo isso pela forma com que a exportação voltou ao planejamento das empresas. Toda a empresa hoje voltou a colocar a exportação no seu radar.


As preocupações com a situação da China e da Grécia fizeram com que a moeda norte-americana chegasse a ser cotada a R$ 3,234 na última quarta-feira (8). A maior cotação desde 27 de março (R$ 3,241). Para o ministro, o novo patamar do câmbio brasileiro tende a ser benéfico para a indústria nacional. 

— O Brasil conviveu, e nesse contexto a indústria pagou um preço caro, com um longo período de apreciação da nossa moeda. E felizmente agora, ao que parece, agora nós teremos uma taxa de câmbio mais amigável ao setor exportador.


O novo cenário vai permitir, disse, não só um aumento das vendas para o exterior, mas melhorar a competitividade dos produtos nacionais também no mercado interno.

— Significa que isso oferece para a própria indústria algum espaço no mercado doméstico que vinha sendo ocupado pelo produto importado. Isso é muito importante, sobretudo, nesse momento de contração do mercado doméstico.


Em relação às exportações, ele afirmou que o governo está trabalhando para reposicionar o país, aproximando o Brasil de mercados fortes.

— O Brasil tem que se integrar de maneira mais efetiva aos fluxos de comércio em regiões que têm maior dinamismo. E nesse sentido, o foco da política comercial brasileira se voltou para alguns mercados importantes, como o americano.


Nos Estados Unidos, foram assinados, segundo Armando Monteiro, acordos de convergência de normas técnicas. Frisou que o objetivo é remover as barreiras não tarifárias aos produtos brasileiros.

— Nós estamos fazendo um acordo de harmonização e convergência de normas. Com isso, setores da indústria já puderam ter ganhos a curto prazo. Eu destacaria o setor cerâmico, de máquinas e equipamentos, de refrigeração e material elétrico.

O México é outro parceiro com o qual o Brasil quer, segundo o ministro, expandir os laços comerciais.

— Nós estamos ampliando o acordo de complementação econômica com o México. É um acordo que vigorava desde 2002, mas restrito, com 800 produtos. Esse acordo vai agora ser ampliado, alcançando mais de 3 mil produtos.

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