‘Reduzir a fila pode aumentar o gasto previdenciário no curto prazo’, afirma especialista
A fila de espera do INSS teve uma redução de 59% em relação a janeiro, quando havia mais de 3 milhões de pedidos pendentes
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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A fila de análise de benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), em relação a janeiro deste ano, teve uma redução de 59%. No começo do ano, havia mais de 3 milhões de pedidos pendentes. Atualmente, 1,28 milhão de solicitações de benefícios aguardam para análise. É o menor patamar desde 2023. O órgão também registrou o recorde na concessão de benefícios, com 730 mil liberações mensais entre janeiro e julho.
Em entrevista concedida ao Conexão Record News desta quarta (26), o advogado e professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas) do Rio de Janeiro Gabriel Quintanilla afirma que, por mais que haja um esforço do INSS para reduzir essa quantidade de benefícios na fila, isso tem um impacto nas despesas públicas. “Quando um pedido é analisado e concede o benefício, nós temos um pagamento mensal, valores retroativos que devem ser pagos ao beneficiado na data do requerimento, a incorporação assegurada à folha dos anos seguintes”, afirma.
O advogado também complementa que, mesmo que esse pedido seja negado, o pedido sai da fila sem gerar uma despesa imediata. Ele afirma que é necessário analisar a qualidade desses indeferimentos, pois indeferimentos equivocados transferem a fila para o Judiciário e para o Conselho de Recursos da instituição.
Ele chama a atenção para o crescimento dos benefícios e de indeferimentos, que resultam em reflexo indireto para o contribuinte. “Não há como a gente afirmar que haverá uma redução automática de contribuição previdenciária, que haverá uma redução automática de tributação ou qualquer devolução de valores à sociedade”, completa.
A previsão, segundo Quintanilha, é que a Previdência Social permaneça com 43% de despesa primária, uma alteração percentual de 0,5%. Na expectativa de orçamento para 2027, o aumento de gasto total com previdência é de 7,92% em relação ao ano anterior.
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