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Reduzir a Selic pode ajudar a economia, mas há risco inflacionário, segundo economista

Rodrigo Simões avalia projeção de queda dos juros, mas alerta para impactos da inflação e do endividamento das famílias no país

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Economistas preveem mais cortes na Selic, atualmente em 14,25%, com expectativa de 14% para 2026.
  • Rodrigo Simões alerta para o risco inflacionário, apesar dos benefícios econômicos da redução dos juros.
  • Há um conflito entre política monetária e estímulos fiscais no Brasil, segundo o economista.
  • Simões considera positiva a queda da Selic, desde que acompanhada por controle dos gastos públicos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Economistas consultados pelo Boletim Focus passaram a projetar mais um corte na taxa básica de juros ainda este ano. A expectativa do mercado é que a Selic encerre 2026 em 14% ao ano. Na semana passada, o Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu a taxa para 14,25% ao ano.

Para o economista Rodrigo Simões, a perspectiva de novos cortes ocorre em um cenário marcado por pressões contraditórias. De um lado, o Banco Central busca estimular a atividade econômica por meio da redução dos juros. De outro, as projeções para a inflação seguem em alta. Segundo o Boletim Focus, a estimativa para o IPCA passou de 5,30% para 5,33%, permanecendo acima do teto da meta estabelecida pelo governo.


O especialista avalia que a redução dos juros pode beneficiar famílias e empresas ao baratear o crédito, mas alerta para os riscos de uma flexibilização em meio ao avanço dos preços. “Ao mesmo tempo que você tem que trabalhar para controlar a inflação, o político também trabalha para ganhar votos utilizando a máquina pública”, afirma. Na avaliação dele, o país vive um conflito entre a política monetária e os estímulos fiscais adotados pelo governo.

Apesar das ressalvas, o economista considera positiva a perspectiva de queda da Selic, desde que acompanhada de medidas de controle dos gastos públicos. “Acredita-se que vem mais um corte por aí em agosto. Isso é positivo para a sociedade, mas o governo também precisa fazer a lição de casa nos gastos”, diz. Segundo ele, a manutenção de juros elevados por um período prolongado pode encarecer o crédito, reduzir investimentos e afetar o emprego no futuro.

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