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Repasse de reajuste do querosene para o consumidor final é ‘inevitável’, diz economista

Petrobras anunciou aumento médio de 55% no preço do combustível de aviação; decisão deve afetar valor de passagens aéreas

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Petrobras anunciou aumento de 55% no preço do querosene de aviação.
  • Reajuste deve ser repassado para os preços das passagens aéreas.
  • Economista afirma que o repasse para o consumidor final é 'inevitável'.
  • Cortes de custos nas companhias aéreas devem ocorrer devido à alta nos insumos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Petrobras anunciou, nesta quarta-feira (1º), um aumento médio de 55% no preço do querosene de aviação. O valor é estipulado pela estatal todo mês. Em março, a alta tinha sido de 9%. Como o combustível representa cerca de um terço dos custos das companhias aéreas, esse reajuste deve ser repassado aos consumidores por meio das passagens aéreas.

Em entrevista ao Link News desta quinta-feira (2), o economista Ian Lopes explica que “a Petrobras segue a paridade de preços internacionais do petróleo, que leva em conta tanto o preço do barril de petróleo quanto a oscilação do dólar. E isso será repassado aos consumidores naturalmente, porque, se as companhias aéreas têm um preço maior para esse querosene, que é um insumo extremamente importante para essas empresas, elas têm que ter um custo maior e repassam isso para os consumidores”.


Avião estacionado no pátio de um aeroporto durante abastecimento, com mangueira amarela conectada à parte inferior da aeronave e equipamentos de serviço ao redor
Companhias aéreas devem cortar custos para conter impactos da alta do querosene Reprodução/Record News

Segundo ele, a estatal não pode simplesmente fazer um choque na oferta e na demanda do petróleo, porque isso vai afetar o resultado operacional e repelir investidores, o que cria uma quebra muito alta na cadeia de distribuição que depende desses preços. “Não adianta a Petrobras não conseguir acompanhar uma alta de preços, se vários outros fatores da cadeia em que ela está inserida também terão uma alta”, completa.

Lopes diz ainda que o repasse desse reajuste para o consumidor final é “inevitável”, apesar de o valor ainda ser incerto: “Sempre que a gente tem um aumento desse tipo nessa cadeia de produção, isso tem que ser repassado, até porque o prestador de serviço está sendo mais onerado, ele precisa conseguir compensar na outra ponta”.


Por fim, o economista pontua que cortes de custos devem ser feitos em companhias aéreas, já que está sendo uma época conturbada para o setor de aviação. “A gente deve ver alguma diminuição no número de voos, provavelmente se isso for afetado demais no custo operacional das empresas no final do dia, algum tipo de demissão ou algum programa de demissão voluntária, isso pode acontecer, sim. Ainda não é certeza, vai da gestão de cada empresa, de cada companhia aérea, mas, com certeza, sempre que tem um período conturbado, empresas precisam cortar custos porque têm que apresentar resultado final para o acionista”, completa.

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