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Resseguradoras globais são abaladas por tempestades e terremotos

Economia|Do R7

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Por Tom Sims e Maria Sheahan

FRANKFURT/BERLIM (Reuters) - Um alerta de lucro de uma das maiores resseguradoras do mundo foi o último sinal de que a morte e a destruição deixados por uma onda de furacões e terremotos na América do Norte estão impactando as gigantes das finanças globais.

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A resseguradora alemã Hannover Re disse que pode não cumprir a meta de lucro de 2017 devido a catástrofes naturais, no primeiro alerta do tipo desde a crise financeira de 2008.

O aviso veio na esteira de um anúncio semelhante do rival alemão Munich Re na semana passada, a primeira grande resseguradora a acusar os efeitos dos furacões Harvey e Irma.

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O último alerta de lucro da Munique Re foi em 2011, após perdas de um terremoto e tsunami no Japão, disse uma porta-voz.

A declaração da Hannover Re ocorreu com o furacão Maria a caminho da República Dominicana após atingir Porto Rico e com grupos de resgate no México procurando por sobreviventes após um terremoto que matou mais de 200 pessoas.

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As resseguradoras, que fazem um seguro do seguro, são especialistas em gerenciar riscos e raramente são pegas de surpresa. Analistas dizem que as resseguradoras podem precisar reavaliar seus modelos de risco à medida que o planeta se aquece e as tempestades se tornam mais intensas.

Analistas estimam que o dano total deste ano pode exceder o causado pelo furacão Katrina, que atingiu a cidade norte-americana de Nova Orleans em 2005. A Munich Re diz que o Katrina resultou em 74 bilhões de dólares em perdas seguradas para a indústria global.

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As perdas seguradas do furacão Harvey no Texas e do Irma no Caribe e na Flórida, bem como as de outro terremoto no México no início de setembro, podem chegar a 61 bilhões de dólares, pelos cálculos da Reuters com estimativas da Air Worldwide.

A contagem não inclui perdas do furacão Maria nem do terremoto do México desta semana.

A temporada de furacões no Atlântico ainda está em plena atividade e o Morgan Stanley previu que as perdas seguradas das catástrofes deste ano cheguem a 100 bilhões de dólares.

A Swiss Re e a resseguradora francesa Scor disseram nesta quinta-feira que é muito cedo para dizer como catástrofes recentes afetariam suas empresas.

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