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Revista gringa prevê estabilização da economia brasileira somente em 2017

The Economist espera que a economia nacional encolha 3,7% neste ano de 2016

Economia|Da Agência Brasil

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Inflação e o orçamento melhores vão abrir caminho para uma estabilização do PIB em 2017, afirma a publicação
Inflação e o orçamento melhores vão abrir caminho para uma estabilização do PIB em 2017, afirma a publicação

A EIU (Economist Intelligence Unit) estima que, devido à crise política, a economia brasileira registre queda de 3,7% neste ano, alcance a estabilização em 2017 e eleve o PIB (Produto Interno Bruto) — soma de todos os bens e serviços produzidos no País — acima de 2% até 2020.

"O ambiente desafiante para a economia do Brasil deve continuar neste ano, com uma retração esperada pelo menos até o terceiro trimestre, chegando ao final do ano com uma contração de 3,7%, o que representa uma revisão ante os 3,1% de recessão esperados no mês passado, devido às implicações da crise política cada vez mais profunda", afirmam os especialistas da unidade de análise econômica da revista britânica The Economist.

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Na análise econômica que fazem sobre o Brasil, os técnicos da revista confirmam a conclusão do mês passado, de que deveriam rever o prognóstico de recessão no País, de 3,1% para, pelo menos, mais 0,5 ponto percentual.

"As repercussões do escândalo da Petrobras afetam não só investimento em petróleo e gás, mas também em infraestrutura, como resultado do envolvimento das principais empresas de construção civil", diz o relatório, lembrando que a taxa de investimentos no Brasil caiu para 18%, e a de poupança, para 14,4%.

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"Partindo do princípio de que a inflação e o orçamento melhorem, isto vai abrir caminho para uma estabilização do PIB em 2017 e uma recuperação gradual, pouco acima de 2%, em 2018 a 2020, mas ainda assim bem abaixo da média anual de 4,5% registada durante a expansão das matérias-primas, e o crescimento do PIB terá de ser alicerçado mais em reformas estruturais e ganhos de produtividade", afirmam os analistas.

Os especialistas acrescentam que a inflação "deverá abrandar ao longo do período em análise, depois de ter chegado a 10,8% em fevereiro". Os técnicos esperam que a taxa anual caia para 7,5% no final deste ano, o que é abaixo da expectativa anterior, "por causa da recente depreciação da moeda e do movimento das forças inflacionárias”.

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Focus

A projeção da EIU está próxima da expectativa dos analistas e investidores do mercado brasileiro, que este ano já fizeram o décimo ajuste consecutivo nas estimativas. No último levantamento publicado pelo Banco Central, a estimativa para a queda do PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, foi alterada de 3,60% para 3,66%. O próximo levantamento será divulga nesta segunda-feira (4).

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Para 2017, a expectativa de crescimento foi reduzida de 0,44% para 0,35%, no segundo ajuste seguido. As instituições financeiras também projetam que a inflação, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), vai fechar este ano em 7,31%, no terceiro ajuste seguido. Na semana passada, a estimativa era 7,43%. Para 2017, a estimativa segue em 6%, há sete semanas consecutivas.

*Com informações complementares da Agência Lusa

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