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Saiba quais são seus direitos na hora de renovar matrícula em escola particular

Sindicato prevê que mensalidades devam ter reajuste acima de 10% em São Paulo

Economia|Fernando Mellis, do R7

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Se mensalidade apertar no bolso, a recomendação é procurar a instituição de ensino e tentar negociar o valor
Se mensalidade apertar no bolso, a recomendação é procurar a instituição de ensino e tentar negociar o valor

Com a inflação alta, quando chega essa época do ano, muita gente fica arrepiada só de pensar em renovar a matricula da faculdade ou da escola dos filhos. Pagar mais caro pelos serviços de ensino em 2016 será algo inevitável, mas é importante que você esteja atento para não ser cobrado indevidamente.

O Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo) prevê que os reajustes das mensalidades deverão ficar entre 10% e 15% no próximo ano.

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Reajuste

Esse percentual, que deve ser a média da maioria dos estabelecimentos de ensino no Brasil, leva em conta a mensalidade atual da mesma turma mais os aumentos de custos.

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Folha de pagamento, impostos, investimentos pedagógicos e outras despesas compõem uma planilha de custos (determinada por lei) que todas as instituições têm que fazer para reajustar as mensalidades.

Mesmo que esteja no contrato, a Lei 9.870/99 proíbe que a mensalidade seja reajustada antes do fim do ano letivo ou do semestre. Ou seja, só pode ter aumento na renovação. O texto também diz que as escolas estão proibidas de efetuar cobrança adicional ou fornecimento de material escolar de uso coletivo.

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As instituições devem divulgar os novos valores no prazo de 45 dias antes de terminarem as matrículas.

Semestralidade/anuidade

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O semestre ou ano letivo tem um valor total. Esse montante é dividido em parcelas iguais pela instituição de ensino. Normalmente, são seis ou 12 vezes, mas pode ser mais do que isso, desde que a soma não exceda o valor da anuidade/semestralidade.

Por exemplo, um contrato de R$ 20 mil, terá a opção de pagamento em 12 vezes de R$ 1.666,66. Se a instituição quiser, pode cobrar 13 parcelas de R$ 1.538,46, ou até mais.

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Taxa de matrícula

Essas parcelas a mais podem ser cobradas a título de reserva de vaga ou taxa de matrícula. Se a instituição exigir o pagamento de valores que excedam o total do semestre ou ano, eles terão que ser descontados das demais mensalidades, segundo a coordenadora da associação de consumidores Proteste, Maria Inês Dolci.

De acordo com o Procon-SP, o aluno ou responsável tem direito à devolução integral do valor pago a título de matricula quando desistir do curso antes do início das aulas. Porém, podem ser descontados eventuais encargos administrativos.

Material e atividades extras

Pela lei, a escola só pode pedir materiais que serão utilizados pelo aluno e também não pode determinar a loja onde serão comprados, inclusive os uniformes. A exceção é para livros ou apostilas produzidos pela própria escola.

Se o estabelecimento de ensino tiver atividades extracurriculares, poderá cobrar por elas. Mas elas não podem interferir na avaliação daqueles que não quiserem participar.

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Inadimplência

A escola não é obrigada a renovar a matrícula de aluno que esteja inadimplente. Porém, o estudante tem o direito de permanecer até o fim do ano letivo ou do semestre, sem que haja. Ao fim do contrato, a instituição tem que liberar toda a documentação do estudante necessária para a transferência.

Uma questão gera polêmica. Alguns órgãos de defesa do consumidor dizem que as escolas e faculdades não podem negativar o nome de quem estiver devendo. Porém, o presidente do Sieeesp, Benjamin Ribeiro da Silva, defende essa medida.

Ele também diz que o sindicato recomenda às instituições que façam consulta ao SPC/Serasa antes de efetuar a matrícula de novos alunos.

— Quando você faz uma matrícula, está dando um crédito para aquela pessoa. Se ela não pagar, o serviço vai ter que continuar a ser prestado. Então, as escolas têm que saber para quem elas estão concedendo esse crédito.

Conversa

É importante saber, na hora da matrícula, se a escola concede desconto para pagamentos antecipados de parcelas ou do valor total. O presidente do Sieeesp diz que, as instituições estão abertas à negociação.

— A gente sabe que a situação do País não está fácil e as escolas não querem perder alunos. Eu acredito que todas estão dispostas a tentar um acordo que seja bom para os dois lados. É claro que existe um limite. Não tem nada que subsidie a mensalidade escolar a não ser aquilo que os pais pagam. E disso, 44% são impostos.

Ele acrescenta que, em São Paulo, a grande concorrência no mercado de ensino faz com que escolas e faculdades sigam a lei.

— Nós temos um mercado consolidado, existe uma concorrência muito grande nos vários patamares. A escola que não estiver adequada às leis perde aluno.

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