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‘Se movimenta a economia, precisa ser registrado’, diz economista sobre inclusão de drogas no PIB

IBGE prepara a inclusão de uma estimativa sobre a comercialização de substâncias ilícitas no cálculo do PIB a partir de 2028

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O IBGE planeja incluir a comercialização de drogas ilícitas no cálculo do PIB a partir de 2028.
  • A inclusão visa registrar atividades econômicas que movimentam dinheiro, apesar de ilegais.
  • Países como Reino Unido, França, Alemanha e outros já adotam essa metodologia.
  • O economista Ricardo Buso destaca a importância de registrar essa movimentação para evitar lacunas na interpretação econômica.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) prepara a inclusão de uma estimativa sobre a comercialização de drogas ilícitas no cálculo do PIB (Produto Interno Bruto). Os primeiros resultados da nova metodologia devem ser divulgados em 2028. A mudança não significa que o órgão vai passar a considerar o tráfico de drogas uma atividade legal.

O objetivo é estimar uma atividade econômica que efetivamente movimenta dinheiro. O Reino Unido, por exemplo, passou a incluir estimativas sobre drogas ilícitas nas contas nacionais em 2014. França, Alemanha, Suécia, Holanda, Itália, Espanha e Hungria estão entre os países que também adotam a metodologia europeia.

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Logotipo do IBGE em destaque na fachada de um edifício
Mudança não significa que o IBGE vai passar a considerar o tráfico de drogas uma atividade legal Reprodução/Record News

Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (24), o economista Ricardo Buso diz que, apesar de curioso e inusitado reconhecer algo que é ilegal, o fato é que há movimentação na economia. “E se isso movimenta a economia, precisa ser registrado. É importante, senão a gente fica com buraco na interpretação de para onde circulou o dinheiro, que produção que gerou, que renda que gerou”, completa.

Segundo o economista, “para o IBGE manifestar essa intenção, ele não fez isso do dia para a noite. Com certeza ele já tem uma metodologia piloto. Nós não temos ideia dessa grandeza, mas tem. E, se querem divulgar, é porque isso pode ser substancial”, aponta.

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Para Buso, à medida que o valor se torna conhecido, dependendo da magnitude, coloca a indústria ilegal em uma “vitrine” e obriga autoridades a tomarem providências.

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