Economia Seis em cada dez endividados fazem 'rodízio' para pagar as contas

Seis em cada dez endividados fazem 'rodízio' para pagar as contas

Escolha de qual dívida priorizar envolve valor dos juros e quanto cada despesa pode ficar atrasada

  • Economia | Do R7

Rodízio das contas é opção para 61% dos endividados

Rodízio das contas é opção para 61% dos endividados

Freepik/wayhomestudio

Com o número de famílias endividadas no maior nível dos últimos 13 anos, a solução para seis de cada dez (61%) está na escolha de qual dívida prefere pagar. De acordo com o Instituto Locomotiva, o chamado "rodízio" das contas considera o valor dos juros e quanto podem ficar atrasadas.

Dados da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) mostram que a parcela de famílias com dívidas a vencer voltou a subir em junho e afeta 78,5% dos lares, dos quais 18,5% se consideram muito endividados.

O alto nível das taxas de juros praticadas no Brasil estimula ainda mais a seleção de qual dívida será privilegiada. No caso do cheque especial, as taxas de juros totalizam mais de 130% ao ano, o que faz uma dívida de R$ 1.000 contraída no início do ano alcançar R$ 2.300 no fim de dezembro.

Segundo o BC (Banco Central), o nível médio dos juros anuais do rotativo do cartão de crédito é ainda maior e superava 455% em maio. Significa que uma fatura de R$ 500 sem ser paga por um ano pode resultar em uma dívida cinco vezes maior, de R$ 2.775.

“É necessário que a educação financeira seja cada vez mais incentivada. A consciência de gastos e o planejamento para a realização de grandes projetos beneficiam não apenas o detentor do dinheiro, mas todos ao seu redor", afirma Fernando Lamounier, educador financeiro e diretor da Multimarcas Consórcios.

Orientação

Para evitar ter o nome no vermelho, Lamounier orienta o uso da regra chamada "50, 30, 20" para organizar as finanças e priorizar as despesas mais importantes.

A regra financeira separa o orçamento em três partes: 50% para gastos fixos e essenciais, 30% gastos variáveis e que podem ser cortados caso necessário e 20% para investimentos ou criação de um fundo de reserva.

“Com uma renda de R$ 2.000 por mês, você consegue separar R$ 1.000 para gastos fixos, R$ 600 para usar com gastos variáveis e R$ 400 para investimentos ou reserva de emergência, que deve ser encarada com seriedade”, afirma.

Lamounier também alerta para a importância de acompanhar de perto as receitas e as despesas para poder se manter sempre no azul. “Identificar os pontos de melhoria, analisar o mercado e traçar os seus objetivos é o básico para o planejamento anual, assim você estará preparado para longos períodos e evitará endividamento”, completa.

Últimas