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‘Sem anúncio de que o governo vai cortar gastos, o dólar vai continuar subindo’, diz economista

Após eleição, Bolsa chegou a interromper negociação de ativos ante desconfiança dos agentes econômicos e falta de perspectiva sobre ajuste fiscal

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A bolsa de valores do Brasil ativou o "circuit breaker" após a reeleição de Lula, interrompendo negociações devido à queda acentuada do índice Ibovespa.
  • O mercado foi surpreendido pela vitória de Lula, já que esperava a eleição de Flávio Bolsonaro, e o mecanismo visa evitar pânico entre agentes econômicos.
  • A falta de perspectiva sobre ajuste fiscal e o aumento dos gastos do governo elevam os juros, levando investidores a buscarem ativos mais seguros.
  • Sem cortes de gastos, o dólar subiu para R$ 5,60, pressionando a inflação e impactando a economia brasileira.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Bolsa de Valores do Brasil ativou o recurso circuit breaker após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições, neste domingo (25). É a primeira vez que o mecanismo de segurança da B3 — que interrompe temporariamente as negociações de ativos quando o índice Ibovespa cai de maneira repentina e acentuada — é ativado desde 2020.

Em entrevista ao Link News, o economista Ricardo Hammoud explica que o resultado da votação surpreendeu o mercado, que já havia precificado a eleição de Flávio Bolsonaro. O objetivo do circuit breaker seria interromper o pregão até que os agentes econômicos tenham todas as informações necessárias, evitando um pânico ainda maior, ele pontua.

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“A expectativa de um ajuste fiscal diminuiu. E se o governo está gastando muito, os juros no Brasil vão continuar altos durante muito tempo. Isso significa mais risco. Os agentes financeiros pegam coisas mais arriscadas, vendem e querem comprar coisas mais seguras. Então eles fogem e eles tiram o dinheiro da bolsa”, diz Hammoud, que aponta “um problema muito sério” em relação à dívida pública no Brasil: “Os agentes econômicos têm medo do que um país que não tem responsabilidade fiscal possa gerar.”

Ele destaca que, se não houver nenhum anúncio de corte de gastos ou equilíbrio de orçamento, o dólar deve continuar a subir. Nesta segunda-feira (26), a moeda norte-americana atingiu a cotação de R$ 5,60 em um salto de 8,2% em relação ao pregão anterior, o que pressiona a tendência inflacionária. “Se o dólar ficar alto por muito tempo, isso se espalha por toda a economia e isso gera uma inflação cada vez maior, doendo nos bolsos dos brasileiros”, completa.

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