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Setor de serviços tem forte queda e pior julho desde 2011 com incertezas

Economia|Do R7

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Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A atividade de serviços no Brasil encolheu em julho, no resultado mais fraco para o mês desde 2011 e bem pior do que o esperado, destacando a pressão das incertezas econômicas e políticas sobre a atividade econômica a pouco tempo da eleição presidencial de outubro.

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Em julho a atividade de serviços caiu 2,2 por cento na comparação com junho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

Esse foi o resultado mais fraco para o mês na série iniciada em 2011, e ficou bem aquém da expectativa em pesquisa da Reuters de aumento de 0,4 por cento na comparação mensal.

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"A conjuntura política e econômico e o mercado de trabalho são limitadores do setor de serviços em 2018", resumiu o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

O IBGE ainda revisou para baixo o dado de junho, de alta de 6,6 para 4,8 por cento, destacando a inconstância da atividade neste ano após recuo de 3,4 por cento em maio, na sequência da greve dos caminhoneiros.

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Em relação ao mesmo mês de 2017, houve queda de 0,3 por cento no setor de serviços em julho, também frustrando a projeção na pesquisa, de aumento de 1,3 por cento.

O IBGE informou que no mês de julho quatro das cinco atividades investigadas apresentaram contração, com destaque para o recuo de 4,0 por cento para transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio.

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Serviços de informação e comunicação apresentaram queda de 2,2 por cento no volume, serviços profissionais, administrativos e complementares caíram 1,1 por cento e outros serviços recuaram 3,2 por cento.

Somente os serviços prestados às famílias cresceram, a uma taxa de 3,1 por cento sobre o mês anterior.

"O que houve foi uma queda de prestação de serviços para empresas. Com essa conjuntura econômica e as incertezas políticas, as empresas estão segurando os investimentos e as famílias estão em compasso de espera. Os consumidores também, até porque o mercado de trabalho continua complicado", completou Lobo.

A melhora nas expectativas dos empresários para os próximos meses aponta recuperação moderada na atividade nos próximos meses de acordo com o Índice da Confiança de Serviços de agosto apurado pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Entretanto, apesar de a inflação permanecer em patamares baixos, a atividade econômica no Brasil continua mostrando dificuldades em engrenar um ritmo mais forte, em meio ao desemprego ainda alto e às incertezas a poucos meses da eleição presidencial de outubro.

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