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Setor de serviços tem menor crescimento em janeiro desde 2012

Os serviços de informação e comunicação tiveram queda de -2,5%, de acordo com o IBGE

Economia|Do R7

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Os serviços de tecnologia da informação e comunicação, que abrangem telecomunicações, tiveram queda de -2,6%
Os serviços de tecnologia da informação e comunicação, que abrangem telecomunicações, tiveram queda de -2,6%

O setor de serviços registrou no Brasil um crescimento de receita nominal de 1,6% em janeiro de 2015, na comparação com igual mês do ano anterior. Foi a menor variação da série histórica iniciada em janeiro de 2012, inferior às taxas registradas em dezembro (4,0%) e novembro (3,7%).

Os dados divulgados nesta terça-feira (17) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que a variação no acumulado do ano é de 1,6% e em 12 meses é 5,4%.


O segmento de serviços prestados às famílias registrou, no Brasil, uma variação de 8,6% em janeiro sobre igual mês do ano anterior, inferior à taxa de dezembro (8,8%) e superior à de novembro (4,4%). As atividades deste segmento apresentaram as seguintes variações: serviços de alojamento e alimentação (8,7%) e outros serviços prestados às famílias (8,1%).

Os serviços de informação e comunicação registraram variação nominal negativa de -2,5% em janeiro, contra igual mês do ano anterior, contra -2,0% alcançada em dezembro e 1,0% em novembro.


Os serviços de tecnologia da informação e comunicação-TIC, que abrangem os serviços de telecomunicações e de tecnologia da informação, apresentaram taxa de -2,6% decorrente, dentre outros fatores, do desaquecimento na demanda por parte de empresas e governos. Os serviços audiovisuais, de edição e agências de notícias, apresentaram variação de -1,5%.

O crescimento dos serviços profissionais, administrativos e complementares foi de 5,3% em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, inferior às variações de dezembro (11,0%) e novembro (6,6%). Os serviços técnico-profissionais, correspondentes aos serviços intensivos em conhecimento, registraram decréscimo de -6,5% e os Serviços administrativos e complementares, que abrangem as atividades intensivas em mão-de-obra, cresceram 9,7%.


O segmento de transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio registrou um crescimento nominal de 2,2% em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, inferior às taxas de dezembro (4,9%) e novembro (3,9%). Por modalidade, os resultados foram: transporte terrestre (4,7%), transporte aquaviário (14,5%) e transporte aéreo (3,7%). A atividade de armazenagem, serviços auxiliares dos transportes e correio teve taxa de -4,2%.

O segmento outros serviços apresentou variação nominal negativa de -0,1%, sendo que em dezembro e novembro foram registradas taxas de 3,4% e 6,5%, respectivamente.


Região

Em relação aos resultados regionais, das 27 Unidades da Federação, 18 apresentaram variações positivas, na comparação janeiro de 2015 com igual mês do ano anterior, com destaque para: Rio Grande do Norte (9,2%), Ceará (7,2%) e Pará (6,6%).

As menores taxas positivas de crescimento foram registradas no Paraná (0,1%), São Paulo (0,4%) e Pernambuco (1,2%). Apresentaram variações nominais negativas: Alagoas (-7,4%), Amapá (-4,7%), Roraima (-4,1%), Piauí (-3,2%), Sergipe (-3,1%), Acre (-1,6%) Maranhão (-0,8%) e Paraíba (-0,3%).

O Estado do Amazonas não apresentou variação em janeiro de 2015, em relação a janeiro de 2014.

A Pesquisa Mensal de Serviços abrange as atividades do segmento empresarial não financeiro, exceto os setores da saúde, educação, administração pública e aluguel imputado (valor que os proprietários teriam direito de receber se alugassem os imóveis onde moram).

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