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Setor público consolidado tem déficit primário de R$15,6 bi em novembro, com piora nas receitas

Economia|Do R7

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BRASÍLIA (Reuters) - O setor público consolidado brasileiro teve rombo primário de 15,602 bilhões de reais em novembro, informou o Banco Central nesta sexta-feira, um dado bem pior que o observado um ano antes diante da queda nas receitas no mês, mas ainda longe de ameaçar o cumprimento da meta fiscal estabelecida para o ano.

Em novembro de 2017, o déficit havia sido de apenas 909 milhões de reais.

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Desta vez, a performance foi afetada principalmente pelo primário negativo do governo central (governo federal, BC e Previdência), que foi de 17,073 bilhões de reais.

Na véspera, o Tesouro já havia apontado que o resultado veio na esteira de forte queda nas receitas, que haviam sido impulsionadas no mesmo mês do ano passado por arrecadação extraordinária com leilões de usinas hidrelétricas.

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"O que pesou mais foi a concentração de receitas de concessões no mesmo mês do ano passado", afirmou o chefe adjunto do Departamento de Estatísticas do BC, Renato Baldini.

Enquanto isso, os Estados e municípios tiveram superávit de 2,008 bilhões de reais em novembro, ao passo que as empresas estatais ficaram no vermelho em 537 milhões de reais.

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No acumulado de janeiro a novembro, o setor público consolidado registrou déficit de 67,125 bilhões de reais, melhor que o patamar de 78,261 bilhões de reais de igual etapa de 2017.

Em 12 meses, o déficit foi a 99,447 bilhões de reais, equivalente a 1,45 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), muito distante da meta de um rombo de 161,3 bilhões de reais.

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A margem, contudo, não é uma surpresa, já que o governo vem há meses apontando que o dado será melhor, ajudado por fatores como empoçamento de recursos da União, execução de gastos obrigatórios menor que a programada pelo governo federal e superávit de Estados e estatais superior à meta.

Na quinta-feira, o Tesouro atualizou sua projeção para o déficit do setor público consolidado, passando a ver um resultado melhor que a meta em 45 bilhões a 55 bilhões de reais.

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DÍVIDA

Mesmo com a perspectiva de um rombo menor que o estipulado na Lei de Diretrizes Orçamentárias, o governo segue vendo a dívida bruta subir, uma vez que o descasamento entre receitas e despesas persiste.

Em novembro, ela avançou a 77,3 por cento do PIB, contra 77,0 por cento em outubro.

Já a dívida líquida caiu 0,3 ponto percentual na mesma base de comparação, a 53,3 por cento do PIB, ajudada pelo efeito da desvalorização cambial no mês.

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(Por Marcela Ayres)

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