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Siderúrgicas latinas precisam reforçar ações de defesa comercial contra China, diz Alacero

Economia|Do R7

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SÃO PAULO (Reuters) - O presidente da Associação Latino-Americana de Aço (Alacero), Jefferson de Paula, cobrou nesta terça-feira uma maior mobilização das siderúrgicas da região contra as acearias chinesas, que segundo ele praticam no mercado internacional preços desleais que comprometem as empresas do setor de todo o mundo.

De Paula, que também preside a ArcelorMittal Aços Longos nas Américas Central e do Sul, afirmou que só em 2016 foram iniciados 180 processos contra práticas desleais e que 60 por cento dos casos envolvem siderúrgicas chinesas, mas apenas 5 desses processos foram iniciados por empresas latino-americanas contra companhias chinesas.

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"A reação ainda parece muito tímida nos processos e vemos que Estados Unidos e Europa estão fazendo mais ... nós estamos tímidos na ação contra práticas desleais", disse ele na abertura de congresso da entidade, no Rio de Janeiro.

O executivo afirmou que atualmente há uma sobreoferta de mais de 700 milhões de toneladas de aço no mundo, das quais cerca de 400 milhões estão na China.

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Segundo dados da Alacero, de janeiro a agosto, as importações de aço chinês pela América Latina somaram cerca de 5 milhões de toneladas, uma queda ante as 6,4 milhões registradas um ano antes.

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(Por Rodrigo Viga Gaier)

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