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Durigan diz que continua a pedir à Febraban ampliação do Desenrola Adimplentes

Ministro da Fazenda declarou que tem insistido para Federação Brasileira de Bancos estender programa a instituições privadas

Economia|Do R7, com Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ministro da Fazenda, Dario Durigan, está pressionando a Febraban para que o programa Desenrola Adimplentes inclua mais bancos privados.
  • O programa, lançado em junho, visa reduzir as taxas de juros para trabalhadores informais que estão com dívidas em dia.
  • Atualmente, apenas a Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e alguns bancos privados demonstraram interesse em participar do programa.
  • Durigan destacou a necessidade de criar crédito de boa qualidade com juros menores, citando os consignados do INSS como exemplo.

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Só Caixa, Banco do Brasil e 'um ou dois privados' oferecem modalidade, segundo Dario Durigan Agência Brasil/Reprodução – Arquivo

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (9) que continua a tentar que a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) contribua para estender o Desenrola Adimplentes — programa de renegociação de dívidas voltado para quem está com as contas em dia — a mais bancos privados.

“Sigo fazendo meus pedidos à Febraban — ao meu amigo Isaac [Isaac Sidney Menezes], presidente da federação, e ao Milton Maluhy [CEO do Itaú], presidente do conselho dela —, para que a gente estenda esse programa aos demais bancos”, declarou o ministro, em entrevista à Rádio Gaúcha.


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Lançado pelo governo federal em junho último, o Desenrola Adimplentes busca aliviar as taxas de juros pagas por trabalhadores informais que estão com as dívidas em dia, mas pagam juros muito elevados.

As renegociações são garantidas pelo FGO (Fundo Garantidor de Operações). Contudo, os bancos têm menos incentivos a aliviar essas taxas para quem tem pagado as parcelas.


Até agora, só Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil — além de “um ou dois bancos privados”, segundo Durigan — sinalizaram interesse em atuar no Desenrola Adimplentes.

Ainda durante a entrevista, o ministro da Fazenda acrescentou que o endividamento das famílias está em nível “muito ruim” e que a maior parte das dívidas foi contraída durante a pandemia da covid-19.


Durigan ressaltou que o governo federal decidiu lançar a versão mais recente do Desenrola como uma medida paliativa e pontual, embora o programa esteja na segunda edição.

O ministro também defendeu que não é só preciso fazer renegociações, mas produzir crédito de qualidade, com juros menores. Entre os exemplos de linhas desse tipo, o chefe da Fazenda mencionou os consignados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), para servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada.

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