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Só Mato Grosso do Sul e Roraima tiveram PIB positivo em 2020, diz IBGE

No primeiro ano da pandemia de Covid-19, índice que mede as riquezas produzidas no país recua em 24 dos 27 estados brasileiros

Economia|Do R7

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Setor agropecuário teve crescimento de 4,2% em 2020
Setor agropecuário teve crescimento de 4,2% em 2020

Mato Grosso do Sul foi o estado que teve o melhor desempenho econômico durante a pandemia da Covid-19, com variação de 0,2% no PIB (Produto Interno Bruto) em 2020. Naquele ano, a economia brasileira encolheu 3,3% na comparação com 2019, e a soma dos bens e serviços finais produzidos no país chegou a R$ 7,609 trilhões, a menor da série histórica, iniciada em 1996.

Roraima teve o segundo melhor resultado de 2020, com variação de 0,1% no PIB, e Mato Grosso se manteve em estabilidade, ficando com a terceira maior variação em volume, e também assumindo a terceira posição do PIB per capita. Em 24 das 27 unidades da federação foi registrada queda do PIB.

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As informações são das Contas Regionais 2020, elaboradas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em parceria com os órgãos estaduais de estatística, secretarias estaduais de Governo e a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus). No início do mês, o IBGE revisou o resultado do PIB de 2020 de -3,9% para -3,3%.

A alta no preço das commodities contribuiu com a economia de estados com atividade agropecuária, que apresentou crescimento de 4,2% no ano. Com a política de isolamento social, o setor de serviços teve queda de -3,7%, e a indústria, de -3,0%.

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O Rio Grande do Sul teve a maior queda em volume (-7,2%), devido à estiagem e ao segmento de preparação de couros. Ainda entre as maiores quedas estão: Ceará (-5,7%), Rio Grande do Norte (-5,0%) e Espírito Santo (-4,4%), Rondônia (-4,4%) e Bahia (-4,4%). Os demais recuos foram em Alagoas (-4,2%), Acre (-4,2%), Pernambuco (-4.1%), Paraíba (-4,0%), Piauí (-3,5%) e São Paulo (-3,5%).

Em 2019, o PIB havia apresentado alta de 1,2% na comparação com o ano anterior, com crescimento de 0,4% da atividade Agropecuária e de 1,5% nos Serviços. A Indústria já apresentava queda, de 0,7%. 

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Naquele ano, houve crescimento em 22 das 27 unidades da federação, com destaque para Tocantins, que teve alta de 5,2%, seguido por Mato Grosso (4,1%), Roraima (3,8%), Santa Catarina (3,8%) e Sergipe (3,6%). Os piores resultados foram do Espírito Santo (-3,8%), Pará (-2,3%), Piauí (-0,6%) e Mato Grosso do Sul (-0,5%). Em Minas Gerais, o PIB ficou estável.

Em 2021, o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil cresceu 4,6% frente ao ano anterior, totalizando R$ 8,7 trilhões, avanço que recupera as perdas de 2020.

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