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STF prorroga prazo de adesão a acordo para recuperar dinheiro de planos econômicos

Decisão beneficia mais de 400 mil pessoas que tiveram economias confiscadas; elas têm mais 30 meses para entrar em ação coletiva

Economia|Do R7

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STF prorroga prazo para mais de 400 mil pessoas reaverem perdas da poupança
STF prorroga prazo para mais de 400 mil pessoas reaverem perdas da poupança

Mais de 400 mil pessoas que tiveram perdas no rendimento das cadernetas de poupança entre 1987 e 1991, causadas pelos planos econômicos dos governos de José Sarney (1985-1990) e de Fernando Collor de Mello (1990-1992), têm mais uma chance de reaver o dinheiro perdido. Foi prorrogado pela segunda vez, por mais 30 meses, o prazo para a adesão ao acordo coletivo homologado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em março de 2018.

Esse acordo prevê indenizações para quem foi prejudicado pelos planos Bresser (1987), Verão (1989), Collor 1 (1990) e Collor 2 (1991). Pode aderir qualquer poupador (titular de poupança), herdeiro ou espólio que entrou com ação até 20 anos após as medidas governamentais de combate à inflação, nos anos 1980 e 1990.


Pode ser um processo em andamento referente a uma ação individual ou à execução de ação coletiva que pleiteie pagamento de expurgos inflacionários. Para participar do acordo coletivo, é preciso que os extratos bancários da época do plano econômico constem nos autos do processo.

Até agora, mais de R$ 3 milhões foram devolvidos a 216 mil pessoas que foram lesadas, no passado, por esses planos econômicos. "Foram atendidos brasileiros que esperaram muito tempo pela resolução dos processos, o que injetou mais dinheiro na economia e mostra a importância desse acordo. Tivemos uma adesão grande, de praticamente 5.000 pessoas por mês, e a estimativa é de que 400 mil brasileiros ainda podem aderir ao acordo", afirma Ana Carolina Seleme, diretora-executiva da Febrapo (Frente Brasileira pelos Poupadores).


O acordo validado pelo STF foi firmado entre Febrapo, Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), e contou com a intermediação da AGU (Advocacia-Geral da União) e do BCB (Banco Central do Brasil). Com a prorrogação, vai permanecer em vigor até junho de 2025.

Ana Carolina lembra que os poupadores estão há mais de 30 anos brigando por seus direitos na Justiça. "Com o acordo, finalmente, eles têm uma oportunidade de resolução mais rápida e efetiva para os seus processos. Já contatamos muita gente, mas ainda existem muitas pessoas para serem acionadas. Com a prorrogação, vamos intensificar as ações para alcançar quem ainda não aderiu", diz.

A ideia, segundo a diretora da Febrapo, é promover mutirões para explicar como o acordo funciona e, assim, facilitar a adesão.

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