Subsídio deve andar junto com fiscalização forte para barrar alta dos combustíveis, diz economista
Carla Beni analisa MP do Diesel e afirma que governo precisa também reforçar a fiscalização nos postos
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
Apenas dois estados brasileiros não aderiram à proposta do subsídio do diesel. A adesão é voluntária; as cotas dos estados que optarem por não participar não vão ser redistribuídas entre os demais.
Em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (7), a economista Carla Beni afirma ter “sérias dúvidas” se essa medida vai ajudar a aliviar o bolso do consumidor. Ela lembra que os preços começaram a subir antes mesmo de qualquer anúncio da Petrobras, e os combustíveis continuaram sendo vendidos.
“Isso é justamente um teste do mercado, um teste de resistência. ‘Quanto as pessoas continuam pagando se eu subir o combustível?’ Então agora você tem realmente um pacote bem amplo para vários tipos de combustíveis, inclusive do gás de cozinha, que o objetivo final é que ou reduza ou que não suba mais”, analisa.
“Para isso acontecer, o posto lá no final tem que não fazer as alterações para cima dos preços porque ele está com uma carga tributária menor. E aí, ao mesmo tempo, você tem que acirrar a fiscalização com o Procon, por exemplo. E agora a Agência Nacional de Petróleo, a ANP, pode até fechar o estabelecimento comercial. Se você não tiver essa ponta, onde você vai fazendo esse ajuste forçado, os preços vão continuar subindo”, conclui.
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