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Suprema Corte dos EUA vai decidir disputa anti-truste sobre App Store da Apple

Economia|Do R7

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Por Andrew Chung

WASHINGTON (Reuters) - Juízes da Suprema Corte dos Estados Unidos assumirão nesta segunda-feira o caso em que a Apple tenta encerrar um processo que busca indenizações da companhia por supostamente ter monopolizado o mercado de aplicativos para iPhone e forçado consumidores a pagarem mais pelos produtos.

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Os juízes ouvirão argumentos no recurso da Apple contra uma decisão de um tribunal de instância inferior que ressuscita uma ação conjunta de um grupo de usuários de iPhone. O processo acusa a empresa de tecnologia de violar leis antitruste ao exigir que aplicativos sejam vendidos através de sua App Store, levando 30 por cento de comissão nas vendas.

O caso dependerá de como os juízes aplicarão uma de suas decisões do passado às reivindicações da Apple. Uma decisão de 1977 limitou as indenizações por conduta anti-competitiva aos diretamente cobrados em excesso em vez de incluir os afetados indiretamente.

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Os usuários do iPhone, incluindo o reclamante Robert Pepper, de Chicago, abriram o processo em uma corte federal da Califórnia em 2011, argumentando que o monopólio da Apple leva a preços inflacionados quando comparados aos de aplicativos disponíveis em outras fontes.

Embora os desenvolvedores estabeleçam os preços de seus aplicativos, a Apple coleta pagamentos dos usuários do iPhone, cobrando uma comissão de 30 por cento sobre cada venda. Uma área de disputa no caso é sobre se os desenvolvedores de aplicativos repassam o custo dessa comissão aos consumidores. Desenvolvedores de aplicativos ganharam mais de 26 bilhões de dólares em 2017, um aumento de 30 por cento sobre 2016, de acordo com a Apple.

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A empresa, apoiada pelo governo republicano do presidente Donald Trump assim como pela Câmara de Comércio dos Estados Unidos, disse aos juízes em documentos legais que tomar o lado dos usuários de iPhone que abriram o processo ameaçará o florescimento do comércio eletrônico, que gera centenas de bilhões de dólares anualmente em vendas no país.

Os autores do processo, assim como agências reguladoras antitruste, disseram que o fechamento das possibilidades jurídicas aos compradores de produtos finais prejudicará o combate às práticas de truste e permitirá que comportamentos de monopólio aumentem sem fiscalização. Os autores foram apoiados por 30 procuradores estaduais, incluindo dos Estados do Texas, Califórnia e Nova York.

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Os autores do processo dizem que os desenvolvedores muito provavelmente não processarão a Apple, que controla o serviço que garante seus pagamentos, deixando ninguém mais disposto a desafiar condutas anti-competitivas.

A empresa buscou a rejeição das queixas anti-truste, argumentando que os reclamantes não tinham o requisito legal para abrir o processo. O juiz federal em Oakland, na Califórnia, dispensou o processo, dizendo que os consumidores não eram os compradores diretos já que as taxas altas eram repassadas a eles pelos desenvolvedores.

Mas a Nona Corte Distrital de Apelações dos Estados Unidos, baseada em San Francisco, retomou o caso no ano passado, declarando que a Apple era a distribuidora que vendia os apps do iPhone diretamente aos seus consumidores.

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