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Suzano vê possível avanço nos preços do papel no Brasil e da celulose na China

Economia|Do R7

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Por Priscila Jordão

SÃO PAULO (Reuters) - A Suzano espera mais um avanço nos preços médios do papel no mercado doméstico no segundo trimestre, a menos que haja uma mudança expressiva no cenário, enquanto na celulose os preços na China têm possibilidade de subida a partir de agora, afirmaram executivos nesta quarta-feira.

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No caso do papel, a companhia disse que os aumentos de preços implementados parcialmente em fevereiro e parcialmente em março atingem sua totalidade em abril para os tipos cartão, offset e cut size.

O preço líquido médio do papel vendido no mercado interno foi de 3.012 reais a tonelada no primeiro trimestre, 5,6 por cento superior ao quarto trimestre de 2015 e 9,5 por cento acima ano a ano.

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"A expectativa é constatar mais um avanço no preço médio no segundo trimestre, salvo se tiver uma mudança expressiva (no cenário)", disse o diretor executivo da unidade de negócios de papel e celulose da Suzano, Carlos Aníbal de Almeida Jr.

No segmento de celulose, o executivo disse que as vendas em abril estão ocorrendo dentro das expectativas em todas as regiões. Na China, a expectativa é fechar contratos um pouco acima da média histórica, uma vez que os preços da celulose de fibra curta se encontram em patamar baixo e clientes têm aproveitado para recompor estoques.

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"Mantidas as condições atuais, os preços não têm como ir muito além (abaixo) de 470, 480 dólares na China no médio prazo", afirmou Aníbal.

Questionado se a empresa pretende anunciar um aumento de preços de celulose nos próximos dias, Aníbal disse que a Suzano está avaliando. O presidente da Suzano, Walter Schalka, afirmou acreditar em uma possibilidade de alta a partir de agora.

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Mais cedo, a rival Fibria também disse ver tendência de alguma recuperação dos preços da celulose vendida na China, mas é incerto quando pode anunciar um aumento. A Eldorado Brasil, do grupo J&F, que tem na Ásia seu principal mercado, disse na semana passada esperar uma retomada a partir de junho.

Schalka disse ainda que caso a Suzano tenha um período mais benigno à frente, provavelmente será mais "benevolente" na questão dos dividendos e mais agressiva na política de redesenho da indústria -- sem considerar a possibilidade de um projeto "greenfield" (a partir do zero) no momento.

"Em relação a potenciais ações na questão de fusões e aquisições, não daremos uma divulgação antes, mas consideramos fundamental fazermos um redesenho da indústria que gere sustentabilidade de resultado", disse Schalka.

A empresa não fecha as portas para nenhuma alternativa, considerando tanto o segmento de papel quanto de celulose, dentro ou fora do país, em verticalização ou consolidação, disse o executivo.

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