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TAM negocia a compra de até 30 jatos regionais

Economia|Do R7

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A companhia aérea TAM, do grupo Latam, anunciou nesta sexta-feira que está negociando com fabricantes, incluindo a Embraer, a compra de até 30 aeronaves, com 75 a 110 assentos, sendo 18 encomendas firmes e 12 opções. O investimento revela a decisão da companhia aérea de apostar na aviação regional em 2015.

O anúncio da TAM ocorre um dia após o Senado aprovar a Medida Provisória n° 656, que incorporou o texto que cria o plano de desenvolvimento da aviação regional. Originalmente, a MP trata de alterações tributárias, mas incorporou uma série de outras propostas, entre as quais a do programa da aviação regional. O texto fazia parte da MP 652, que versava sobre o plano regional e perdeu a vigência em outubro sem ser votada pelo plenário da Câmara.

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O plano prevê a concessão de subsídios para até 50% dos assentos das aeronaves que fizerem voos considerados regionais, limitados a 60 assentos por voo. O prazo de duração dos incentivos será de cinco anos. Os recursos que financiarão o plano serão provenientes do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), formado a partir da outorga dos aeroportos concedidos.

De acordo com o presidente do Conselho de Administração da empresa, Marco Antonio Bologna, a decisão da TAM não está sujeita à aprovação do plano de aviação regional, que ainda depende de sanção presidencial e regulamentação. "Independentemente de qual seja a fórmula, independentemente da existência de um subsídio na passagem, independentemente de ser subsídio x, y ou z, a decisão da TAM está tomada", comentou.

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Segundo ele, a decisão de reforçar a malha regional e investir em uma frota para atender esse segmento faz parte da busca pela "racionalidade da malha", tendo em vista o recente crescimento dos mercados regionais e a possibilidade de esses novos passageiros alimentarem as atuais linhas da companhia. "Nunca colocamos o subsídio na equação", afirmou Bologna. "Seria muito difícil justificar um investimento a partir de um subsídio que poderia ser extinto."

A decisão final sobre a compra das aeronaves, no entanto, ainda não foi tomada. Bologna salientou que a TAM está em conversas adiantadas com a Embraer e, embora tenha sinalizado que também negocia com outros fabricantes, deu uma clara sinalização de preferência pela fabricante brasileira, que possibilitaria um financiamento em reais.

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"O financiamento em reais faz parte da discussão e faz parte da equação, porque tira o risco cambial", comentou. Ele lembrou que o BNDES poderia realizar o financiamento, por meio do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), embora tenha considerado que ainda não está claro o tratamento a ser dado pelo Tesouro para o programa e os financiamentos do banco estatal.

O martelo final deve ser batido no primeiro trimestre de 2015. "Faltam decisões relacionadas a preço, financiamento e modelo especifico do fabricante", comentou, salientando que serão aeronaves de nova geração. Conforme sinalizou Bologna, a entrega das aeronaves deverá acontecer de 2018 em diante. O investimento será adicional aos R$ 12 bilhões já programados até 2018, dos quais R$ 11 bilhões em frota, acrescentou a presidente da TAM Linhas Aéreas, Claudia Sender. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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