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Temer assina decreto que cria regime tributário para montadoras

Programa foi aprovado logo em seguida por senadores; contrapartida exige que empresas invistam em pesquisa e desenvolvimento

Economia|Do R7

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Temer participou do Salão do Automóvel, em SP
Temer participou do Salão do Automóvel, em SP

O presidente da República, Michel Temer, assinou nesta quinta-feira (8) o decreto que regulamenta o novo regime automotivo, chamado de Rota 2030. A medida provisória que cria o programa foi aprovada pouco antes da assinatura de Temer no Senado. Temer participou da abertura oficial do Salão do Automóvel, em São Paulo, onde assinou o decreto.

A medida cria um novo regime tributário para as montadoras de veículos no País, que em contrapartida terão de investir em pesquisa e desenvolvimento de produtos e tecnologias.

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"O Brasil pode se consolidar como principal fornecedor de veículos para a América Latina, temos todas as condições para isso", disse o ministro da Indústria, Comércio, Exterior e Serviços, Marcos Jorge.

A aprovação da Medida no Senado foi comemorada por representantes da indústria.

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"O Brasil pode se orgulhar de ter sua política nessa direção. Precisamos desse instrumento legal para que todo conhecimento que temos no Brasil seja retido no Brasil", disse o presidente da Anfavea, entidade que congrega as montadoras de veículos automotores no Brasil, Antônio Megale. Ele agradeceu a atuação de Temer para aprovação da proposta.

No mesmo evento, o presidente da Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa), José Luiz Gandini, também parabenizou o presidente, fazendo uma ressalva de que o governo enfrentou "problemas".

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"Temos convicção que o senhor procurou fazer o melhor para o Brasil. Teve problemas, é bem verdade, que atrapalharam a eficiência de governo, mas pelas atitudes em torno do Rota 2030 o seu governo ficará para a história do País", disse Gandini.

Votação simbólica

A matéria passou pelos senadores com aprovação simbólica, praticamente unânime, com posição contrária apenas do senador senador Reguffe (sem partido-DF). O texto, já aprovado na Câmara, agora segue para sanção presidencial.

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O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE) negou que a Casa esteja aprovando "pautas-bomba" (matérias que contribuem para aumentar o rombo no orçamento) para o futuro governo de Jair Bolsonaro (PSL). Ontem, foi aprovado um reajuste de 16,38% para os ministros do Supremo.

"Não estamos aqui ampliando incentivos, estamos reduzindo em 40% os incentivos fiscais que hoje já existem no Nordeste", disse. "A pauta-bomba que estamos fazendo é dar oportunidade para que o governo tenha recursos para ajudar no desenvolvimento do país", completou.

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