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Tempo seco já reduz qualidade da safra de trigo do Paraná, diz Deral

Economia|Do R7

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Por José Roberto Gomes

SÃO PAULO (Reuters) - A falta de chuvas em algumas áreas do Paraná já começa a prejudicar a qualidade do trigo no Estado, principal produtor brasileiro do grão, e há riscos de mais perdas dada a perspectiva de tempo seco nas próximas semanas, afirmou nesta terça-feira o Departamento de Economia Rural (Deral).

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Em boletim, o órgão vinculado ao governo paranaense destacou que 75 por cento das plantações estão em qualidade "boa", contra 82 por cento na semana passada e também em igual momento de 2017. Já as lavouras consideradas "ruins" passaram para 5 por cento, de 3 por cento há uma semana.

"No Norte Pioneiro, principalmente, já tem pelo menos 35 dias sem chuvas, o que está piorando um pouco mais (a qualidade da safra)", afirmou o analista Carlos Hugo Godinho, do Deral.

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"Já temos 11 por cento (da safra de trigo do Paraná) em floração e 1 por cento em enchimento de grão. Essas lavouras precisam de um pouco mais de água. Se faltar nas próximas duas semanas, com certeza o potencial produtivo será decrescido", frisou.

O Thomson Reuters Agriculture Weather Dashboard aponta precipitações abaixo do normal em todo o Paraná até 1º de agosto. No Norte Pioneiro, por exemplo, deverá chover cerca de 25 milímetros aquém do esperado para esta época do ano.

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Em paralelo, as temperaturas no Estados devem ficar até 6 graus Celsius acima da média nesses próximos dias --na véspera, a Ocepar, que representa cooperativas no Paraná, já havia alertado que o tempo quente e seco pode impactar a safra de trigo deste ano.

O cenário atual contrasta com o de um ano atrás, quando fortes geadas atingiram boa parte do trigo do Paraná, reduzindo o volume de colheita.

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Até agora em 2018, foram observados dois episódios de geadas, mas sem impactos para a safra de trigo.

Pela estimativa mais recente do Deral, o Paraná deve colher 3,36 milhões de toneladas de trigo em 2018, um aumento de 50 por cento na comparação com o ano passado.

O Estado teve mais de 1 milhão de hectares semeados com a cultura neste ano, e a colheita geralmente começa em agosto.

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(Por José Roberto Gomes)

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