Terminal portuário de Singapura deve atingir emissão zero de gases poluentes até 2050
Entre os projetos está a expansão do Porto de Tuas, um terminal em fase de desenvolvimento que será sustentável
Economia|Luciana Toda, da Record

Em meio à assinatura de um acordo de livre-comércio com oMercosul, Singapura realiza a ampliação de um dos portos, o que deve melhorar ainda mais a importação e exportação entre os países do Sudeste Asiático e da América do Sul, como o Brasil.
Segundo o governo brasileiro, a indústria de transporte marítimo e aéreo de Singapura é considerada uma das melhores do mundo, por ser um local de ligação entre o Oriente e o Ocidente.
Como a cidade-Estado tem apenas 734,3 km² de extensão, menos da metade da capital paulista, as autoridades têm planos para aproveitar todo e qualquer espaço, além de ampliar o território.
Entre os projetos está a expansão do Porto de Tuas, um terminal que está em fase de desenvolvimento e será automatizado e sustentável. A primeira etapa foi concluída no ano passado, com previsão de que as obras sejam finalizadas na década de 2040 e o porto atinja emissão zero de gases poluentes até 2050.
A expectativa é de que o terminal melhore a produtividade portuária e gere mais empregos à população de Singapura.
No total, a cidade-Estado tem outros quatro portos: Tanjong Pagar, Keppel, Brani e Pasir Panjang. É deste último que funcionários saem todos os dias para trabalhar no aterro de Semakau, uma ilha que fica a cerca de oito quilômetros do porto.

Aterro de Semakau
O aterro, que completou 24 anos em 10 de dezembro, recebe 44% do lixo gerado em Singapura, composto por: 613 toneladas por dia de lixo não incinerado e 8.356 toneladas por dia de cinzas, segundo dados de 2022. Ele é o único aterro offshore e estima-se que a capacidade de Semakau seja preenchida completamente até 2035. Por isso, o governo tem realizado campanhas de reciclagem. Atualmente, 56% dos resíduos são reciclados na cidade-Estado, que correspondem a 20.233 toneladas por dia.
Os resíduos são incinerados em Singapura, colocados em embarcações e enviados a Semakau diariamente. Ao chegar, uma escavadeira transfere o material para caminhões, que levam as cinzas até onde serão depositadas. Um dique de sete quilômetros foi construído para criar o espaço do aterro. Ele tem uma membrana impermeável e uma argila marinha que impedem os resíduos de chegar ao mar.

Ao longo do perímetro do aterro há 43 poços de monitoramento da água, que verificam alterações e podem detectar infiltrações. As amostras são coletadas mensalmente.
O aterro é dividido em células: a primeira com 11 células que já foram preenchidas, e a segunda, onde os resíduos são depositados nos dias de hoje.
Depois de receber as cinzas e atingir um determinado nível, as células são preenchidas com terra até o nível do solo. Algumas se tornaram áreas verdes, com plantas e árvores. No sul do aterro, há uma área de vegetação nativa de manguezais e também recifes de corais.
As autoridades de Singapura também estabeleceram novas metas de redução de resíduos para tentar aumentar a vida útil do aterro. E também realizam estudos para saber se as cinzas depositadas no local podem ser reaproveitadas, por exemplo, para a construção do porto de Tuas.
















