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Tesouro: lucro do BC no 1º semestre ajudará acumprir regra de ouro

Resultado do Banco Central no período foi impulsionado pela valorização do dólar e ajudará no cumprimento da regra de ouro de 2019 em R$ 165,9 bi

Economia|Do R7

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Governo quer mudar relação entre o Tesouro e o BC
Governo quer mudar relação entre o Tesouro e o BC

O secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, confirmou nesta sexta-feira (27) que o lucro do BC (Banco Central) no primeiro semestre, impulsionado pela valorização do dólar frente ao real, ajudará no cumprimento da regra de ouro em R$ 165,9 bilhões em 2019.

Na véspera, a Reuters informou que o governo lançaria mão do expediente, indicando que usaria este valor para pagar dívida no projeto de LOA (Lei Orçamentária Anual) de 2019 que o governo está preparando e que precisa enviar ao Congresso Nacional até o fim de agosto.

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Além dessa ajuda, o cancelamento de restos a pagar não processados poderá chegar a até R$ 42 bilhões no ano que vem, o que também diminuirá a insuficiência de recursos para cumprimento da regra, apontou Mansueto.

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A regra de ouro impede que o governo emita dívida para pagar despesas correntes, como salários e aposentadorias. Só com as duas medidas, o governo que for eleito em outubro terá em torno de R$ 200 bilhões para auxiliar a tapar o buraco da regra, calculado em R$ 260,5 bilhões para 2019, acrescentou o secretário do Tesouro.

Apesar de indicar o uso do lucro contábil do BC para esse propósito, o próprio governo já demonstrou ser a favor de mudança na relação entre Tesouro e BC, pauta que faz parte da agenda institucional da autoridade monetária. A ideia é que o BC não mais transfira resultados positivos à conta única do Tesouro, operação que muitos veem como financiamento implícito, passando ao invés disso a contar com uma reserva de resultados.

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Pelo modelo de hoje, o lucro do BC deve ser transferido ao Tesouro. No caso de prejuízo, o Tesouro tem que emitir dívida para cobertura das perdas. Projeto de lei sobre o tema chegou a ser aprovado no Senado, mas acabou estacionado na Câmara dos Deputados.

Questionado se a medida para o ano que vem não representaria uma postura contraditória, já que a equipe econômica é a favor da mudança nessa sistemática, Mansueto respondeu que não.

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"Esse projeto continua sendo muito importante e, repetindo, esse governo não vai usar um centavo do resultado positivo do Banco Central para cumprir a regra de ouro", disse. Ele reconheceu, contudo, que o projeto da LOA de 2019, preparado pela atual equipe econômica, conterá a previsão.

BNDES

O secretário avaliou ainda que, por conta do cenário, o grave problema que se impunha para o cumprimento da regra de ouro no ano que vem já está sendo, em boa parte, endereçado.

Em outra frente, ele também lembrou que BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou na véspera a antecipação, em 20 anos, do pagamento da dívida do banco com o Tesouro.

As amortizações serão mensais e constantes entre 2019 e 2040. Com isso, a previsão de pagamento do BNDES à União em 2019 é da ordem de 26 bilhões de reais, outra fonte de ajuda para regra de ouro.

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