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Tesouro piora projeções para dívida pública e prevê trajetória de alta até 2032

Tesouro Nacional estima que pico da dívida bruta será de 88,6% do PIB em 2032, passando a cair sutilmente nos anos seguintes

Economia|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Tesouro Nacional revisou suas projeções para a dívida pública bruta do Brasil, prevendo alta até 2032.
  • A dívida bruta deve alcançar 88,6% do PIB em 2032, com estimativa de 83,6% para este ano.
  • A piora nas previsões é atribuída ao elevado nível dos juros nominais no país.
  • A taxa Selic permanece em 15% ao ano, impactando diretamente o endividamento do governo.

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DF - BRASÍLIA, CERIMÔNIA DE LANÇAMENTO DO PORTAL DA REFORMA TRIBUTÁRIA - POLÍTICA - DF - BRASÍLIA - 13/01/2026 - BRASÍLIA, CERIMÔNIA DE LANÇAMENTO DO PORTAL DA REFORMA TRIBUTÁRIA -  O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, reage antes de uma cerimônia para lançar uma plataforma digital para a reforma tributária em Brasília, Brasil, em 13 de janeiro de 2026. 13/01/2026 - Foto: MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO
Dívida bruta no último ano do governo Lula deve subir a 83,6% do PIB, segundo projeção Mateus Bonomi/AGIF - Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo - 13.1.2026

O Tesouro Nacional piorou significativamente suas projeções para a dívida pública bruta do Brasil, diante do nível elevado dos juros no país, prevendo uma trajetória de alta no endividamento até 2032, quando chegaria a 88,6% do PIB, segundo novas estimativas divulgadas nesta semana.

Em seu relatório de projeções fiscais, a secretaria estimou que a dívida bruta subirá a 83,6% do PIB (Produto Interno Bruto) no fechamento deste ano, contra uma previsão de 79,3% do PIB em 2025.


A pasta estimou que o pico da dívida bruta será de 88,6% do PIB em 2032, passando a cair sutilmente nos anos seguintes. Em 2035, último ano da projeção, o patamar ficaria em 88% do PIB.

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A previsão do relatório anterior, de julho do ano passado, previa um pico mais baixo, de 84,3% do PIB em 2028, caindo gradualmente até atingir 82,9% do PIB em 2035.


O novo documento apontou que a piora “se explica, principalmente, pelo nível dos juros nominais, que seguem pressionando a dívida nos anos seguintes”.

“As expectativas de resultados primários positivos e de redução dos juros/PIB serão determinantes para assegurar a trajetória de queda da dívida bruta do governo geral/PIB no médio prazo para além das estimativas feitas no cenário de referência deste relatório”, afirmou.


O Banco Central tem mantido a taxa Selic em 15% ao ano desde junho do ano passado, patamar mais alto em quase duas décadas, ainda sem dar sinal de quando poderá iniciar um ciclo de redução dos juros.

O nível dos juros básicos impacta diretamente o endividamento do governo porque aproximadamente metade do estoque de títulos públicos do país usa a Selic como referência para remunerar os investidores.

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