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Teto de ICMS para querosene de aviação faria aéreas pouparem R$490 mi por ano, diz Abear

Economia|Do R7

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BRASÍLIA (Reuters) - A fixação do teto de 12 por cento da alíquota de ICMS sobre o querosene de aviação reduziria em cerca de 490 milhões de reais por ano os custos das empresas aéreas no Brasil, disse nesta quinta-feira em audiência no Senado o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz.

Se implementado, o teto reduziria alíquotas em Estados como São Paulo, que cobra 25 por cento, e criaria de 50 a 70 novos voos diários entre as regiões Sul e Sudeste e Norte e Nordesde do país, segundo Sanovicz.

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A fixação do teto consta de Projeto de Resolução em análise no Senado e tem apoio do governo federal. Na audiência, o relator do proposta, senador Jorge Viana (PT-AC), disse que a expectativa é votar a medida na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Casa na próxima terça-feira.

Sanovicz destacou que esse o aumento da oferta de voos compensaria, pelo menos em parte, a perda de arrecadação dos Estados. "Isso gera crescimento em cadeia no setor de turismo, com hotéis e restaurantes mais cheios, por exemplo", disse.

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Segundo ele, São Paulo, que seria um dos Estados mais afetado pela queda na alíquota, teria parte das perdas compensadas com mais abastecimento de aeronaves no Estado.

A Abear estima que o teto não representaria redução significativa de arrecadação de ICMS em 15 Estados. Em outros 11 haveria perdas moderadas. Mas a entidade avalia que isso seria compensado pelo aumento da participação da aviação na economia.

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Questionado se a redução da alíquota seria repassado às tarifas, Sanovicz disse que historicamente o setor repassa diminuição de despesas aos preços cobrados dos passageiros.

Hoje o combustível corresponde a cerca de 38 por cento dos custos das aéreas nacionais, ante média mundial de 28 por cento, segundo a Abear.

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Os Estados, porém, mostram-se resistentes à mudança.

"Minha sugestão é que o governo federal não fale em redução de carga de tributo estadual sem fazer sua parte", disse na audiência o secretário de Fazenda de São Paulo, Renato Villela.

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(Por Leonardo Goy)

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