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Tribunal alemão decide que Volkswagen deve reembolsar preço cheio de carro a cliente

Economia|Do R7

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BERLIM (Reuters) - Um tribunal alemão decretou que a Volkswagen deve reembolsar o proprietário de um Golf no preço completo do carro comprado em 2012, marcando uma derrota para a montadora alemã que continua travando batalhas jurídicas desde o escândalo gerado pela fraude promovida pela empresa nos sistemas de emissões de gases de seus veículos a disel.

A Volkswagen disse acreditar que o tribunal na cidade de Augsburg aplicou a lei de maneira inadequada e que entrará com recursos em um tribunal regional de instância superior.

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O tribunal civil de Augsburg decidiu no dia 14 que a VW havia agido de forma imoral ao deliberadamente instalar um software nos seus veículos para fraudar testes de emissões reais de poluentes e conseguir aumentar vendas, afirmou um porta-voz da corte nesta sexta-feira.

A decisão condena a Volkswagen a repagar ao proprietário do Golf um preço de quase 30 mil euros (34 mil dólares), de acordo com uma cópia do documento.

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"Na nossa opinião, não há base legal para reclamações de consumidores. Os consumidores não sofreram perdas ou danos. Os veículos são seguros e eficientes", disse a montadora alemã.

A empresa acrescentou que cerca de 9.000 processos foram abertos por causa do escândalo surgido em 2015 e que a maioria das reclamações de consumidores não havia progredido nas cortes distritais e superiores.

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"A decisão da corte distrital em Augsburg, portanto, contradiz as múltiplas decisões de outros tribunais em casos parecidos", disse a Volkswagen.

A Volkswagen disse que cerca de 11 milhões de carros com motores diesel no mundo todo receberam o software que fraudava os testes de emissões.

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A montadora alemã aceitou pagar bilhões de dólares em reparações aos Estados Unidos e ainda se ofereceu a comprar 500 mil veículos poluidores de volta.

A empresa não conseguiu um acordo similar na Europa, onde enfrenta bilhões de euros em reivindicações de danos e processos abertos por investidores e consumidores.

(Por Caroline Copley)

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