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Trump diz que vai ajudar chinesa ZTE a "voltar aos negócios"

Economia|Do R7

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WASHINGTON/PEQUIM (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu ajudar a empresa chinesa ZTE Corp a "voltar aos negócios rapidamente", depois que um bloqueio dos EUA fez a companhia asiática interromper suas operações.

O anúncio inesperado de Trump no domingo marcou uma grande reviravolta, dada a posição dura de Washington sobre as práticas comerciais da China que colocou as duas maiores economias do mundo em rota para uma possível guerra comercial.

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Fontes com conhecimento do assunto afirmaram que Pequim exigiu que a questão da ZTE fosse resolvida como pré-requisito para discussões comerciais mais amplas com os EUA.

"Empregos demais perdidos na China. O Departamento de Comércio foi instruído a resolver isso!", escreveu Trump no Twitter, afirmando que ele e o presidente chinês, Xi Jinping, estavam trabalhando em uma solução para a ZTE.

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O Departamento de Comércio dos EUA proibiu no mês passado companhias norte-americanas de venderem produtos para a ZTE por sete anos como punição depois que a companhia chinesa foi descoberta vendendo ilegalmente produtos dos EUA para o Irã e a Coreia do Norte, quebrando um acordo de 2017. A descoberta ocorreu durante uma investigação promovida pelo governo Barack Obama, antecessor de Trump.

A punição cortou o acesso da ZTE a importantes componentes como chips, fazendo a segunda maior fabricante de equipamentos para telecomunicações da China anunciar na semana passada a suspensão de suas principais operações.

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Durante negociações comerciais no início deste mês, o vice-premiê da China, Liu He, afirmou ao secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, que a China não continuará com discussões bilaterais mais amplas a menos que Washington concorde em reduzir as sanções contra a ZTE, afirmaram duas fontes.

"A mensagem foi de termos de resolver a questão da ZTE antes de continuarmos com as negociações", disse uma das fontes.

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Ambas as fontes afirmaram que a China estava inclinada a aceitar em princípio importar mais produtos agrícolas dos EUA em troca de Washington reduzir as penalidades sobre a ZTE.

Em 2017, a ZTE pagou a 211 exportadores dos EUA 2,3 bilhões de dólares, afirmou um representante da companhia na sexta-feira.

O governo dos EUA lançou a investigação sobre a ZTE depois que a Reuters publicou em 2012 que a companhia tinha assinado contratos para envio de produtos de hardware e software avaliados em milhões de dólares para o Irã. A ZTE depende de empresas norte-americanas como Qualcomm, Intel e Google. Companhias dos EUA fornecem 25 a 30 por cento dos componentes usados nos produtos da ZTE, que incluem celulares e equipamentos para redes de telecomunicações.

(Por Valerie Volcovic, Karen Freifield, Steve Holland, David Lawder, Chris Sanders e David Morgan em Washington; Michael Martina, Sue-Lin Wong e Matthew Miller em Pequim; e John Ruwitch em Xangai)

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