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Uso de energia sobe, mas previsão do tempo traz boas notícias

Dados divulgados pelo ONS mostram que, apesar de carga ter aumentado, chuvas próximas reduzem risco de racionamento

Economia|Marcos Rogério Lopes, do R7

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ONS acredita que umidade virá na época certa
ONS acredita que umidade virá na época certa

A retomada da economia coincidindo com a falta de chuvas no país ligou o alerta dos especialistas do setor de energia: se continuasse assim, a crise hídrica comprometeria as hidrelétricas e levaria ao racionamento de energia. Nesta semana, o ONS (Operador Nacional do Sistema) ajudou a alimentar a discussão com uma boa e uma má notícia.

A ruim foi que em agosto de 2021 o setor aumentou a carga em 4,7% na comparação com o mesmo mês de 2020 por causa da retomada dos serviços e o reaquecimento de parte das indústrias. 

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No acumulado dos últimos 12 meses, a carga apresentou variação positiva de 5,2% em relação ao período anterior.

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A boa foi que, segundo os meteorologistas, deve chover no país nos próximos meses, o que afastaria o fantasma da escassez de água nos reservatórios. 

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"A conjuntura meteorológica avaliada no fim de setembro em reunião do grupo de trabalho para acompanhamento do atendimento ao Sistema Interligado Nacional indicou que começa a se configurar a transição para o período úmido, em princípio dentro dos padrões normais", afirma o ONS.

O professor de engenharia elétrica da FMU Cesar Loureiro afirma que não está descartado o risco de colapso do sistema elétrico.

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"A retomada das atividades econômicas é responsável por aumentarmos o consumo, o que era esperado. Mas, além disso, é importante ressaltar que um eventual retorno agressivo do setor industrial pode impactar significativamente no consumo total, o que pode sugerir aumento no risco de racionamento", diz.

Em seu comunicado sobre o aumento da carga em agosto, o ONS explicou que a alta se devia em parte às altas temperaturas, que impulsionam os gastos de luz. "Então, com a chegada da primavera e a elevação da temperatura, é esperado maior consumo", conclui Loureiro.

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O órgão afirmou na sexta-feira (1º) que a tendência é que o período úmido, que parecia que poderia ser adiado no país por causa da falta de chuvas, venha no prazo normal também em 2021.

Todos os cenários estudados, diz o ONS, apontam que não haverá déficit de energia mesmo em novembro, período em que cai a produção de usinas eólicas e solares.

No entanto, será necessária a "utilização parcial da reserva operativa, ou seja, de parte dos recursos que ficam à disposição do sistema para atender a demanda em casos de falhas em equipamentos ou de desvios de previsão". Em outras palavras, mais aumento na conta de luz.

.O professor da FMU corrobora com o otimismo do Operador Nacional do Sistema em relação à informação de que o consumo de energia foi de 4,7% em todo o país, mas de 3% nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, locais nos quais a crise hídrica tende a ser mais grave.

Os subsistemas Norte e Nordeste aumentaram a demanda em 7,8% e a região Sul, 5,9%

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