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Varejo surpreende e cai 1%, pior maio da série; melhora deve vir no 2º semestre

Economia|Do R7

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Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - As vendas no varejo do Brasil surpreenderam e recuaram em maio, no pior resultado para o mês na série histórica, porém especialistas acreditam que o setor pode apresentar mais firmeza e parar de cair no segundo semestre diante da melhora na confiança.

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As vendas no varejo caíram 1 por cento em maio sobre o mês anterior, mostrando que o fôlego visto recentemente não conseguiu se sustentar em meio ao cenário de inflação e desemprego elevados e recessão econômica, com queda de 9,0 por cento na comparação com o mesmo mês de 2015.

Ambos os resultados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) são os piores para maio desde o início da série, em 2000 e, na base anual, é a 14ª taxa negativa seguida. E piorando ainda mais o cenário, a alta de abril foi revisada para 0,3 por cento, de 0,5 por cento divulgada anteriormente.

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Os resultados foram bem piores do que as expectativas em pesquisa da Reuters, de avanço de 0,40 por cento sobre abril e de queda de 6,15 por cento na comparação com maio de 2015, segundo a mediana das projeções.

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DIA DAS MÃES

Os destaques entre as atividades pesquisadas foram, segundo o IBGE, as quedas de 2,4 por cento nas vendas de Outros artigos de uso pessoal e doméstico e de 1,3 por cento em Móveis e eletrodomésticos.

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"(Essas atividades) foram determinantes para a queda de maio em meio a um ambiente econômico desfavorável e fragilidade da renda e restrição orçamentária", destacou a economista do IBGE Isabella Nunes.

Já as vendas em Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, setor com maior peso na estrutura do comércio varejista, ficaram estáveis em maio na comparação com abril.

Somente a atividade Tecidos, vestuário e calçados apresentou alta no mês, de 1,5 por cento, segundo o IBGE graças ao Dia das Mães, porém sem força suficiente para influenciar o resultado como um todo.

"São presentes mais baratos e um setor que pesa apenas 7,5 por cento no índice. Foi um dia das mães da lembrancinha e de menor valor", explicou Isabella, do IBGE.

O volume de vendas do varejo ampliado --que inclui veículos e material de construção-- reduziu o ritmo de queda em maio a 0,4 por cento, após recuo de 1,5 por cento em abril. Segundo o IBGE, esse resultado deveu-se à alta de 1 por cento na comercialização de Veículos e motos, partes e peças, após dois recuos seguidos.

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CONFIANÇA

As expectativas de confiança vêm melhorando e a inflação dá sinais de alívio, o que segundo economistas vai ajudar o varejo a, pelo menos, parar de apresentar quedas no segundo semestre.

"Junho, julho e agosto devem trazer notícias melhores, pois há mudança da confiança e juros do mercado e inflação em queda. No segundo semestre o país deve parar de piorar", afirmou o economista-chefe da Votorantim Corretora, Roberto Padovani.

Para este ano, ele prevê recuo de 5,2 por cento do varejo, com o Produto Interno Bruto (PIB) em queda de 3,5 por cento. O próximo ano deve ter recuperação das vendas para 0,6 por cento, com a economia crescendo 1 por cento.

O Índice de Confiança do Comércio apurado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) subiu em junho pelo segundo mês seguido, atingindo o nível mais alto desde maio do ano passado.

"A melhora da confiança indica estabilização à frente. Aparentemente, o varejo chegou ao fundo do poço e no segundo semestre a tendência é não cair muito mais", disse a economista da CM Capital Markets Jessica Strasburg.

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