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Vendas de fertilizantes no Brasil devem recuar em 2015, diz Mosaic

Economia|Do R7

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Por Gustavo Bonato

SÃO PAULO (Reuters) - As vendas de fertilizantes no Brasil em 2015 deverão ficar abaixo do recorde de 2014, pressionadas pelo curto prazo de tempo para negócios e entregas, após atrasos motivados pela cautela dos agricultores em um cenário de volatilidade de preços, disse nesta quarta-feira o presidente da Mosaic no Brasil, Floris Bielders.

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Ele estimou que as vendas do setor este ano no país poderão ficar entre 30 milhões e 31 milhões de toneladas, ante 32,2 milhões em 2014.

"Você precisa fazer as compras com bastante antecedência e isso não está acontecendo. Quando tudo se concentra, temos portos com capacidade que não é suficiente. Haverá áreas onde produtores não serão capazes de receber em tempo", disse Bielders à Reuters, durante evento na Câmara Americana de Comércio, em São Paulo.

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"Esse é um dos motivos pelos quais acreditamos que a demanda será menor este ano."

A safra brasileira de grãos 2015/16 começa a ser plantada em setembro, mas o calendário de semeadura se estende até o fim do ano, em algumas regiões.

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"Cerca de dois meses de demanda já foram vendidos. Uma boa quantidade ainda precisa ser vendida. Para esta época do ano, dois meses de antecipação é relativamente baixo", disse o executivo da Mosaic, gigante norte-americana que é uma das maiores distribuidoras de fertilizantes no Brasil.

O plantio de soja, principal produto agrícola do Brasil, deverá ficar em 2015/16 igual ou ligeiramente superior ao recorde de 2014/15, segundo projeções de diversas consultorias.

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O menor consumo de fertilizantes em 2015 indica que a nova temporada será preparada com menor investimento em tecnologia.

"Isso não é por falta de entendimento do benefício do uso de fertilizantes, ou porque as margens não permitem, é por causa da incerteza do mercado. Os produtores esperaram (para fechar compras) apenas porque há muita volatilidade nos preços de grãos e de fertilizantes", destacou Bielders.

Na avaliação do executivo, a grande valorização do dólar ante o real nos últimos meses torna os fertilizantes --cujas matérias-primas são majoritariamente importadas-- mais caros, mas também eleva o valor das commodities agrícolas.

"Setenta por cento das culturas agrícolas do Brasil têm preços denominados em dólar... No saldo líquido, o real fraco é bom para o Brasil", disse ele.

A Mosaic é maior produtora global de fosfatados e potássio combinados, nascida em 2004 com a fusão entre a divisão de fertilizantes da Cargill e a IMC Global.

A companhia concluiu, no fim de 2014, a compra das unidades de fertilizantes da Archer Daniels Midland (ADM) no Brasil e no Paraguai, elevando sua capacidade de 4 milhões para 6 milhões de toneladas de fertilizantes por ano.

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