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Vendas no varejo caem em todas as formas de comparação em setembro

Na relação com o mês anterior, esse foi o oitavo resultado negativo seguido, diz o IBGE

Economia|Do R7, com Reuters

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Em relação a setembro do ano passado, o varejo registrou uma queda de 6,2% no volume de vendas
Em relação a setembro do ano passado, o varejo registrou uma queda de 6,2% no volume de vendas

O comércio varejista do Brasil teve queda em todas as formas de comparação no mês de setembro, de acordo com dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (12).

Em relação a agosto, a queda no volume de vendas foi de 0,5%. Esse foi o oitavo resultado negativo seguido, enquanto a receita nominal permaneceu praticamente estável (0,1%) pelo segundo mês consecutivo, ambos nas séries livres de influências sazonais.


Nas demais comparações, obtidas das séries originais (sem ajuste), o varejo registrou, em termos de volume de vendas, queda de 6,2% frente a setembro do ano anterior, sendo esse o resultado o sexto negativo.

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Com isso, as taxas acumuladas ficaram em -3,3% no ano e -2,1% para os últimos 12 meses. Para os mesmos indicadores, a receita nominal de vendas apresentou taxas de variação de 1,8% em setembro, 3,5% no ano e 4,5% em 12 meses, respectivamente.


A expectativa de analistas em pesquisa da Reuters era de queda de 0,75% na comparação mensal e de 7,3% sobre um ano antes.

Ampliado


O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, voltou a registrar variação negativa na margem, com decréscimo de 1,5% em relação a agosto na série com ajuste sazonal. A receita nominal ficou em -1,2%.

Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o varejo ampliado registrou quedas de 11,5% para o volume de vendas e de 4,4% para receita nominal. No que tange às taxas acumuladas, os resultados foram: -7,4% no acumulado do ano e de -6,0% nos últimos 12 meses, para o volume de vendas, e de 1,1% e 0,1% para a receita nominal, respectivamente.

Setores

A passagem de agosto para setembro mostrou variação de -0,5% no comércio varejista e de -1,5% no varejo ampliado, com predomínio de resultados negativos, alcançando oito das dez atividades.

Em ordem de magnitude, as taxas foram: veículos, motos, partes e peças (-4,0%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (-3,8%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,7%); livros, jornais, revistas e papelaria (-1,6%); material de construção (-1,5%); tecidos, vestuário e calçados (-1,4%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,8%); combustíveis e lubrificantes (-0,7%).

Por outro lado, móveis e eletrodomésticos (0,0%), após sete recuos consecutivos, ficou estável este mês. Já o setor de maior peso na estrutura do varejo, hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,1%), mantêm-se praticamente estável pelo segundo mês consecutivo.

Na comparação com igual mês do ano anterior, em termos de volume de vendas, todas as oito atividades do varejo registraram variações negativas.

O principal destaque foi móveis e eletrodomésticos (-17,9%), seguido por hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,2%); combustíveis e lubrificantes (-8,7%) e tecidos, vestuário e calçados (-12,9%).

Estes segmentos responderam por mais de 80% da taxa global. Nos demais setores, os resultados foram: livros, jornais, revistas e papelaria (-14,9%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-9,7%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-7,0%); e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-1,1%), este último com a primeira queda da série histórica.

Móveis e eletrodomésticos, com queda de 17,9% no volume de vendas em relação a setembro do ano passado, exerceu o principal impacto na formação da taxa. Em termos acumulados, os recuos foram de -13,0% nos nove primeiros meses do ano e de -9,6% nos últimos 12 meses.

O comportamento negativo deste setor vem sendo decorrente de fatores como restrições ao crédito, principalmente em função do aumento da taxa de juros no crédito para pessoas físicas, que passou de 28,2% ao ano em setembro de 2014 para 37,4% ao ano em setembro de 2015, segundo o Banco Central, além da influência da redução da massa real dos rendimentos, com recuo de 6,1% frente a igual mês do ano anterior.

O segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, mesmo com o resultado de setembro (-2,2%) sendo menos da metade da taxa de agosto (-4,8%), representou o segundo maior impacto negativo na formação da. Esta atividade teve seu desempenho influenciado pela queda da renda real, além do comportamento dos preços dos alimentos, que cresceram acima do índice geral no período de 12 meses: 10,0% no grupo alimentação no domicílio, contra 9,5% da média geral de preços, segundo o IPCA. As taxas acumuladas, no volume de vendas, foram de -2,3% para os nove primeiros meses do ano e -1,7% para os últimos 12 meses.

Combustíveis e lubrificantes, com recuo de 8,7% no volume de vendas em relação a setembro de 2014, foi a terceira maior contribuição negativa no resultado total do varejo. Em termos acumulados, as taxas da atividade foram de -4,4% para os nove primeiros meses do ano e de -2,9% em 12 meses. A elevação dos preços de combustíveis, com 11,1% de variação em 12 meses, acima da variação média de preços (9,5%), segundo o IPCA, vem refletindo no desempenho negativo do setor.

O setor de tecidos, vestuário e calçados, com variação de -12,9% em setembro em relação a igual mês do ano anterior, dividiu com combustíveis e lubrificantes a terceira maior contribuição na composição da taxa geral do varejo. Os resultados para os indicadores acumulados foram: -7,3% no ano e -5,2% nos últimos 12 meses. Mesmo com os preços de vestuário (3,7% em 12 meses) situando-se abaixo da média geral de preços, segundo o IPCA, o desempenho da atividade continua evoluindo abaixo da média geral do varejo.

A atividade de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, com taxa de -1,1%, registrou o primeiro resultado negativo da sua série histórica para o volume de vendas. Nos acumulados dos primeiros nove meses do ano e dos últimos 12 meses, as variações alcançaram taxas de 3,6% e 4,7%, respectivamente.

Varejo ampliado cai 11,5% na comparação com setembro de 2014

O varejo ampliado, que agrega o varejo e mais as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, registrou queda 11,5% em relação a setembro de 2014 para o volume de vendas e de -4,4% para a receita nominal.

Já as taxas acumuladas foram de -7,4% no ano e de -6,0% nos últimos 12 meses, para o volume de vendas, e de -1,1% e 0,1%, respectivamente, para receita nominal.

O desempenho do segmento reflete o comportamento das vendas de veículos, motos, partes e peças, que apresentou, para o volume de vendas, recuo de 21,8% sobre setembro de 2014.

Em termos acumulados, as variações foram: -16,1% nos nove primeiros meses e -14,3% nos últimos 12 meses. A redução das vendas no segmento foi influenciada pelo menor ritmo na oferta de crédito e pela restrição no orçamento das famílias, diante da desaceleração do crescimento real da massa de salários.

Quanto ao segmento de material de construção, a variação para o volume de vendas foi de -12,8% em relação a setembro de 2014. Em termos acumulados, as taxas ficaram em -6,4% nos nove primeiros meses e -4,9% nos últimos 12 meses. O menor ritmo da atividade econômica pode estar influenciando o desempenho do setor.

Regiões

Na passagem de agosto para setembro de 2015, na série com ajuste sazonal, o comércio varejista registrou recuo em 23 das 27 unidades da federação. As maiores quedas situaram-se no Maranhão (-5,3%) e em Mato Grosso do Sul (-3,0%). Entre os Estados com variação positiva frente a agosto, destacaram-se São Paulo (1,5%) e Alagoas (1,7%).

Frente a setembro de 2014, o volume de vendas caiu em todos os Estados, exceto Roraima, que teve avanço de 2,0%. As maiores quedas ocorreram no Amapá (-18,9%), Paraíba (-15,0%) e Alagoas (-13,2%). Quanto à participação na composição da taxa, destacaram-se São Paulo (-4,0%); Rio de Janeiro (-6,0%) e Rio Grande do Sul (-8,9%).

Em relação ao varejo ampliado, todos os 27 Estados apresentaram variações negativas na comparação com o mesmo período do ano anterior, com destaque, em termos de volume de vendas, para Tocantins (-23,2%), Espírito Santo (-22,8%) e Maranhão (-21,4). O estado com maior impacto negativo foi São Paulo, com taxa de -5,4%.

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