Verduras, ônibus e integração em transporte público ficam mais caros e são os vilões da inflação
Além de pepino, abobrinha, couve-flor e inhame, tomate, carnes e aluguel de veículos impactaram para variação de preços em janeiro
Economia|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília
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Apesar das altas nos setores de transporte e comunicação, a inflação oficial do país fechou janeiro em 0,33%, a mesma variação registrada em dezembro. Os números detalhados revelam que alguns dos preços continuam a dar alívio ao bolso do consumidor; outros itens, porém, como verduras, aluguel de veículo, integração ao transporte público, ônibus urbano e filé mignon puxaram o resultado para cima.
Verificada por meio do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação referente a janeiro foi divulgada nesta terça-feira (10). No acumulado dos 12 últimos meses o indicador fechou em 4,44%, dentro do teto da meta do governo. Entre os alimentos que apresentaram altas consideráveis de preços no período estão o pepino (28,82%), a abobrinha (13,77%), a couve-flor (11,39%) e o inhame (10,06%).
Além disso, o grupo de transporte teve o maior impacto no índice, com variação de 0,60%. Nesse segmento, a gasolina apresentou alta de 2,06%, e o etanol, de 3,44%. Outro destaque foi para o aluguel de veículos, que registrou aumento de 9,65%. A integração de transporte público (6,8%) e os ônibus urbanos (5,14%) também custaram mais aos consumidores.
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O grupo de alimentação e bebidas desacelerou entre dezembro (0,27%) e janeiro (0,23%). Os preços das refeições em domicílio aumentaram 0,10%, ante 0,14% no mês anterior. O resultado teve influência das quedas nos preços do leite longa vida (-5,59%) e do ovo de galinha (-4,48%).
Entretanto, no mesmo grupo, o tomate (20,52%) e as carnes (0,84%) — principalmente filé mignon (4,76%), contrafilé (1,86%) e alcatra (1,61%) — figuraram como os vilões da inflação no mês.
INPC
Ainda na manhã desta terça-feira (10), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).
A diferença dele para o IPCA é que este engloba uma parcela maior da população, por considerar a variação do custo de vida médio de famílias com renda mensal de um a 40 salários-mínimos, enquanto o INPC leva em conta só aquelas que recebem de um a cinco.
O INPC teve alta de 0,39% — 0,18 ponto percentual acima do resultado registrado em dezembro (0,21%). Nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,30% — acima dos 3,90% verificado no mesmo período imediatamente anterior. E, em janeiro de 2025, o indicador ficou em 0,00%.
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