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Volta de controles de capital golpeia ativos argentinos

Economia|Do R7

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Por Karin Strohecker e Walter Bianchi

LONDRES/BUENOS AIRES (Reuters) - Os títulos internacionais da Argentina denominados em euro e dólar caíam para mínimas recordes nesta segunda-feira, enquanto as ações do setor financeiro cediam e o prêmio de risco avançava, após o presidente Mauricio Macri no domingo voltar a impor controles de capital, à medida que se agrava a crise de dívida no país.

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A surpresa com a medida de Macri, que havia revertido muitas práticas protecionistas de sua antecessora, Cristina Kirchner, veio depois que o governo não conseguiu conter fortes saídas de investimentos e sustentar o peso, que entrou em queda livre.

O banco central argentino foi autorizado a restringir compras de dólares ao mesmo tempo em que queima suas reservas para sustentar a moeda. Os investidores se preocupam com a possibilidade de que, uma vez que os controles estejam em vigor, eles sejam difíceis de ser retirados, possivelmente deixando a Argentina com uma economia mais uma vez distorcida pela intervenção do governo.

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Os títulos internacionais em dólar da Argentina com vencimento em 2028 caíam mais de 2 centavos, para uma nova mínima de 36,58 centavos, segundo dados da Refinitiv. Os títulos com vencimento em 2023 e 2038 registraram perdas semelhantes.

Os títulos soberanos da Argentina denominados em euro também sofriam fortes perdas, atingindo mínimas recordes nesta segunda-feira. O título 2022 caiu 9,2 centavos, para 35,8 centavos, enquanto o "bond" com vencimento em 2027 caiu 7,5 centavos para 33,218 centavos, de acordo com dados da Refinitiv.

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Os prêmios de risco exigidos pelos investidores para manter em carteira os títulos em dólar da Argentina disparavam para 2.534 pontos-base pelo índice do JPMorgan de títulos de mercados emergentes em moeda forte --níveis vistos pela última vez após o grande default em 2001.

O peso argentino perdeu mais de um terço do seu valor em 2019, após uma queda de mais de 50% no ano passado. O banco central gastou quase 1 bilhão de dólares em reservas desde quarta-feira, mas não conseguiu conter a queda do peso.

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