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Volume de compradores de imóveis atinge maior nível desde 2014

Dois de cada três brasileiros que realizaram o sonho da casa própria nos últimos meses optaram pela aquisição de imóveis usados, afirma FipeZap

Economia|Alexandre Garcia, do R7

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Maioria declara ter comprado imóvel para morar
Maioria declara ter comprado imóvel para morar

O volume de brasileiros que compraram um imóvel atingiu o maior patamar desde 2014 ao saltar de 10% para 14% nos primeiros três meses deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados nesta terça-feira (14), pelo índice FipeZap.

Para chegar ao resultado, o levantamento perguntou a 4.484 usuários do portal ZAP se eles tinham comprado um imóvel ao longo dos últimos 12 meses. Entre os compradores, 63% afirma que vai morar no local e os 37% restantes aposta no imóvel como forma de investimento.

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Dos que se declararam compradores, 66% disseram ter adquirido imóveis usados. O resultado é o mesmo registrado no último trimestre do ano passado e segue como o maior para esse tipo de análise desde a primeira divulgação do índice.

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O estudo também apurou que apenas 29% dos brasileiros manifestaram interesse em comprar um imóvel entre maio e junho. O resultado é 8 pontos percentuais inferior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Entre os potenciais compradores, 41% demonstra interesse pelos imóveis usados e apenas 12% é favorável à aquisição de uma residência nova. Para 47%, a condição do imóvel é indiferente.

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Preços

O maior volume de compradores dos últimos cinco anos pode ser justificado pela queda na percepção de que os preços dos imóveis estão em níveis altos ou muito altos.

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No primeiro trimestre deste ano, os respondentes se distribuíram entre os que achavam que os preços atuais estão altos ou muito altos (56%), em nível razoável (28%) e baixos ou muito baixos (14%).

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No mesmo período do ano passado, apenas 17% avaliavam que os preços estavam baixos ou muito baixos e 45% classificaram os valores como altos ou muito altos.

Questionados sobre a expectativa para os próximos 12 meses, 43% apostam na estabilidade dos preços, enquanto 28% observam os imóveis mais caros. Outros 14% disseram esperar que os preços caiam.

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